Mindhunters

  • Por: Stephanie Pacheco e Vanessa Vasconcellos
  • Categoria: Original | Restritas
  • Palavras: 715
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  • Capítulos: 2 | ver todos

Sinopse: Mindhunters. Uma divisão do FBI formada por sete agentes e conhecida por capturar os mais notórios criminosos da atualidade. Comandados por Dawson Burton, são comprometidos com a isenção de nódoa moral e sua luta pelos inocentes.
Porém, a pureza sempre atrai os mais perversos. Em qualquer lugar, nos mais oportunos momentos eles estão à espreita, ansiando satisfazer seus mais obscuros desejos, trazendo questionamentos, desafios e enigmas. Um em especial, prometendo ser o mais difícil de suas carreiras.
Estaria a equipe de Burton preparada para o que lhes aguardava?
Gênero: Policial, Suspense.
Classificação: 18 anos
Restrição: Alguns nomes são fixos. Cenas pesadas de violência e tortura.
Beta: Rosie Dunne

Capítulos:

PRÓLOGO

 

ELA SENTIU UM PESO martelar sobre sua cabeça e os olhos pesados, mexeu-os algumas vezes na tentativa de abri-los e gemeu de dor. Tinha algo errado e a garota tentou procurar a reposta ou até mesmo uma lembrança no fundo da sua mente, mas nada veio.
Era um vazio completo.
Forçou as órbitas mais algumas vezes e as abriu, logo sendo invadida pela claridade do local, que fez com que piscasse algumas vezes em busca do foco de sua visão. E quando o encontrou, dois rostos desconhecidos apareceram em seu campo, fazendo com que a menina desse um pulo no lugar em que se encontrava deitada. Não conhecia nenhuma das garotas que estavam diante dela e, muito menos, o lugar em que se encontrava.
Sentiu-se sufocada ao constatar o tamanho do cômodo. As paredes com a tintura descascada davam a aparência de um local abandonado e um embrulho no estômago se fez presente quando detectou o odor forte de urina que havia ali, misturado ao de umidade.
Voltou seu olhar mais uma vez para as meninas, recebendo olhares assustados em sua direção e percebendo o lábio de uma delas um tanto inchado, o que fez com que seus sentidos entrassem em estado de alerta. Abriu a boca, tentando encontrar sua própria voz para questionar o que estava acontecendo ali, mas sentiu que sua garganta doía e um nó havia se formado. Respirou fundo, repetindo para si mesma que precisava manter a calma, por mais crítica que fosse sua situação, e quando se sentiu segura o suficiente para tentar mais uma vez, ouviu-se em um tom rouco, muito diferente do habitual.
— Que lugar é esse? — esperou por uma resposta, mas tudo o que recebeu foi apenas um aceno de cabeça em sinal de negação, o que indicava que nenhuma das duas fazia ideia.
Mordeu o lábio, tentando ignorar o quanto sua cabeça latejava, bem como a sensação de que desmaiaria a qualquer momento.
Observou as duas garotas por alguns segundos. Não eram muito diferentes dela. Todas tinham longos cabelos castanhos e lisos, o corpo pequeno e olhos escuros.
— Quem é você? — se assustou ao ouvir a voz de uma delas, que soou tímida e tão amedrontada quanto ela.
Porém a resposta nunca veio.
De maneira brusca, a porta, que ela mal havia notado, se abriu, revelando alguém que lhe pareceu levemente familiar, embora a garota tivesse certeza de que nunca havia lhe visto antes.
Percebeu que uma de suas companheiras levou as mãos à boca, sufocando um grito de pavor e aquilo fez com que seu corpo inteiro se arrepiasse e ela se encolhesse, numa maneira tosca de se proteger.
— Não, não! Por favor, não! — a outra começou a gritar e sem que pudesse fazer nada para ajudá-la, assistiu a moça ser arrastada para fora do cômodo.
Seus olhos se encheram de lágrimas, o medo soprava em seus ouvidos todas as coisas terríveis que poderiam acontecer a qualquer momento e ela abraçou as próprias pernas.
Enquanto se balançava, chorando e temendo por sua própria vida, a garota ainda conseguia ouvir os gritos.

Nota das autoras: Essa parceria é simplesmente TUDO para nós. Prepare o coração porque os surtos estão apenas começando. Esperamos de verdade que tenha gostado.
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Kisses,
Ste e Vane.

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respirou fundo e encarou o prédio à sua frente. Já se encontrava sentada em seu carro há alguns minutos, na expectativa de que ficar parada ali olhando para o nada fosse ajudá-la a se acalmar de alguma forma, exceto é claro, que só estava piorando tudo. Riu de si mesma pela milésima vez naquela manhã e puxou o ar o máximo que conseguiu uma última vez, decidindo então que estava na hora de encarar o que viria pela frente.
Essa mudança vai ser boa para a sua carreira. Repassou em seus pensamentos até chegar à porta de entrada.
Sabia que não tinha motivo para estar tão insegura, já que a razão pela qual estava mudando de divisão era simplesmente pelo fato de ela ser atualmente a melhor agente que o FBI tinha no país todo. Sabia de sua competência, mas também tinha total consciência de que aqueles que se sentem confiantes demais, acabam cometendo erros. E para Kramer, erros eram absolutamente proibidos.
— Kramer — repetiu para si enquanto caminhava em direção à recepção. — Ou devo usar só Kramer? Agente…
Parou de falar no momento em que notou os olhos de todos sobre ela. Apesar do coração acelerado, os olhos sobre ela não a deixavam nervosa, sabia que seu nome era conhecido no país todo devido aos inúmeros casos que já havia conseguido solucionar ao longo de sua carreira. Se tinha uma coisa que não a incomodava, eram pessoas que a admiravam por seu trabalho e tinham vontade de conhecê-la. Para ela era um prazer poder repassar o máximo de seu conhecimento para outras pessoas e criar novos agentes do FBI com ao menos cinquenta por cento de sua capacidade em solucionar casos.
Não demorou a localizar o balcão da recepção e se aproximou, mantendo sua expressão o mais neutra possível, por mais que estivesse de certa forma ansiosa pelo que lhe aguardava naquele lugar. Por mais competente que fosse, ainda era surreal para a mulher que tivesse conseguido chegar a DC.
Abriu um sorriso simpático para a mulher à sua frente, sentada atrás do balcão. Não parecia ser muito mais velha que ela e embora a idade não fosse realmente um problema para Kramer, seria bom ter ao menos alguma amiga de uma faixa etária equivalente à sua.
piscou seus olhos, se dando conta de que precisava se apresentar para que os devidos procedimentos fossem tomados, mas não foi de fato necessário, já que ela escutou uma voz conhecida se pronunciar.
— Ora ora, se não é a única parceira decente por aqui. — Seu rosto se iluminou em um sorriso de imediato, porque era impossível não reconhecer quem falava com ela.
— Eu poderia te dizer o mesmo, mas até que tive uns parceiros interessantes — brincou, vendo-o fazer uma careta de indignação.
— E você joga na minha cara assim as suas traições, Kramer? — Foi praticamente impossível para ela não rir daquele comentário.
Quem ouvisse os dois, pensaria que havia algum tipo de envolvimento romântico entre eles, mas passava bem longe disso.
— Dawson Burton, você sabe muito bem que é insubstituível. — Piscou para ele, vendo-o sorrir convencido por aquele comentário.
— É difícil de acreditar que finalmente tenho você na minha equipe. — Dawson apenas fez um sinal para a recepcionista, deixando claro que ele podia assumir dali. — Me acompanhe, por favor.
— Como eu poderia recusar um convite especial seu? — respondeu, assentindo e seguindo Burton pelas dependências do prédio. — E depois, essa sua equipe tem ficado cada vez mais conhecida. Todos os agentes querem fazer parte dos Mindhunters. Com certeza eu seria louca se recusasse. — Deu de ombros, vendo Dawson lhe lançar um sorriso torto pelo último comentário.
— Nós dois sabemos que você seria louca a esse ponto se suas ambições fossem outras, .
A mulher o observou então por alguns segundos, levemente desconcertada. Fazia alguns anos que não tinha real contato com Dawson e ainda assim ele parecia conhecê-la muito bem.
— Por acaso você deixou alguma escuta implantada em minhas coisas esse tempo todo? Não é possível que ainda me conheça tão bem. — O viu negar com a cabeça enquanto ria e adentrou o elevador assim que Burton lhe indicou que o fizesse.
— Eu me atento aos detalhes, Kramer. Apenas isso — respondeu, com um pequeno sorriso.
encarou seu próprio reflexo no espelho e ajeitou uma mecha teimosa de seus cabelos que insistia em cair sobre seus olhos. Encarou Dawson de volta ao notar que o homem a observava discretamente, então se limitou a apenas sorrir mais uma vez.
— Está nervosa, não é? — E mais uma vez ele havia conseguido ler completamente suas emoções.
— Muito — soltou, ao mesmo tempo em que um suspiro escapou de seus lábios.
— Não se preocupe, tenho certeza de que o restante da equipe vai gostar de você. — E a forma como Dawson lhe encarou realmente lhe passava segurança.
acenou em concordância. Confiava em Burton o suficiente para acreditar que tudo ocorreria mesmo da melhor forma. Kramer odiava primeiros dias em qualquer lugar, isso era um fato. Ter alguém como Dawson ao seu lado era realmente importante.
— Esse lugar é enorme — disse ao ver os números passarem em uma pequena telinha que tinha dentro do elevador, indicando para qual andar estavam indo.
10º andar, psiquiatria e criminologia. Leu na placa que explicava o que continha naquela dependência.
Os dois saíram do elevador de forma calma, o que demonstrava para ela que Dawson parecia não ter pressa nenhuma e que era — estranhamente —, um dia calmo na divisão do FBI de Baltimore, algo bem incomum pelo que ela tinha ouvido falar. Ah sim, havia lido bastante sobre aquela divisão, na intenção de se inteirar o máximo que conseguisse e leu sobre todos que faziam parte dos Mindhunters. Exceto por um, é claro, esse parecia ser estritamente confidencial e nem mesmo o velho amigo lhe passou alguma informação sobre o agente em questão, nem com muita insistência de sua parte. Logo, estava ansiosa para poder conhecê-lo e o tempo todo se pegava passando os olhos através do lugar, se perguntando quem ali poderia ser o tal misterioso — ou misteriosa.
— Ele não está aqui — Dawnson disse enquanto empurrava uma enorme porta de vidro, com insulfilme bem escuro, o que impedia que ela pudesse ver o lado de dentro.
revirou os olhos e o seguiu para dentro da sala. Era um lugar com uma luz bem leve, algumas mesas com computadores e mais à frente tinha alguns estofados onde ela imaginou que seria para algum tipo de relaxamento ou consulta, exatamente como uma das salas de psiquiatria que tinham na divisão a qual ela pertencia antes.
— Eu sabia que seria hoje, só não achei que teria a honra tão cedo. — Uma voz rouca e levemente calma falou, fazendo com que os parceiros virassem abruptamente, procurando pelo dono dela.
A mulher se esforçou ao máximo para não deixar transparecer o quanto tinha gostado da aparência do homem à sua frente, mas era bem difícil. Reparou primeiro no corpo másculo dele, com braços avantajados — mas nada exagerado — e depois correu os olhos para o rosto do homem, reparando que seus olhos eram azulados, então constatou que o lhe deixava ainda mais atraente eram os cabelos levemente enrolados.
Gostoso. Era isso que corria os pensamentos de Kramer naquele momento.
— Hm — resmungou, ao perceber que não tinha falado nada e só estava ali parada, encarando o homem como se fosse algum tipo de maníaco, então estendeu a mão para ele. — Me desculpe. Sou Kramer, a nova agente da divisão Mindhunters.
Ele riu fracamente e olhou levemente para Dawson, que apenas revirou os olhos, pois sabia exatamente o que estava se passando na cabeça do homem naquele momento.
. — Finalmente segurou a mão de , que sorriu de forma simpática. — A maioria aqui me chama de Dr. , mas pode me chamar de .
apenas assentiu e soltou a mão dele da forma mais natural que conseguiu.
— Eu sei que a sala pode ser um pouco intimidadora — comentou, ao vê-la passar os olhos pela dependência.
— É, a sala… — Dawnson resmungou, enquanto encarava os dois e tentava dar um pouco de espaço para que pudessem se conhecer melhor.
— Não, tudo bem. — deu de ombros. — Na verdade, fui intimidada por você. Li tudo sobre seu trabalho, é realmente impressionante.
não pôde conter o riso, afinal, não era aquela resposta que estava esperando.
— Gostei dela. — Encarou Dawnson, que riu fraco.
— Não tem como não gostar — o mais velho afirmou. — Bom, Kramer, esse é , como ele se apresentou. É o nosso psiquiatra na equipe Mindhunters e é o melhor do país atualmente, claro.
apenas assentiu, dando a entender que estava ouvindo e que ele poderia continuar.
— Vocês vão trabalhar muito juntos, afinal, o papel dele é muito importante para que você consiga chegar ao seu alvo. — assentiu, enquanto ainda passava os olhos através do lugar e tentava ao máximo não encarar o novo parceiro. — Certo, tem algo que queira mostrar para ela?
— Não. — negou com a cabeça. — Acho que vou dar um tempinho para você mostrar o restante do lugar para ela e no jantar de hoje à noite eu posso alugá-la por alguns minutos e falar um pouco de trabalho. Não quero assustá-la ainda.
— Certo — Dawson concordou. — Bom, vamos… Ainda tem algumas pessoas e lugares que precisa conhecer.
— Foi um prazer, disse encarando o psiquiatra.
— Pode acreditar, o prazer foi todo meu — disse firme, o que arrancou outra revirada de olhos de Dawnson. — E, , não precisava ter se apresentado dessa forma. Você é bem famosa e, bem, também pesquisei sobre você.
A mulher riu fraco, assentindo para e se virou para acompanhar Dawson até a saída, mas parou antes de sair e virou-se para o homem.
— Ah, Dr. , nada me assusta — disse firme e saiu seguida do velho amigo, que tinha um sorriso estampado no rosto, assim como o psiquiatra.
— Você gostou dele — Burton afirmou, assim que os dois se distanciaram alguns metros da sala do homem. se sobressaltou pelo comentário, encarando-o com indignação exatamente por não ter sido uma pergunta.
— Claro, ele me parece ser um ótimo profissional. — Arqueou a sobrancelha para Dawson, que sustentou seu olhar de forma irônica.
— Fala sério, Kramer. O Dr. não é conhecido nesse prédio apenas pela excelência na profissão, se é que me entende.
O comentário fez com que as bochechas de esquentassem e ela acabou por revirar os olhos.
Realmente, tinha gostado de . Não apenas a aparência do psiquiatra era agradável aos seus olhos, mas também a forma como se portava e o tom de sua voz eram atraentes. Como se todos os dias ele treinasse na frente do espelho maneiras de encantar as pessoas ao seu redor.
Céus, ela estava falando mesmo em encantar?
— O que mais vai me apresentar desse andar mesmo? — Resolveu desconversar, mesmo prevendo a reação de Dawnson à sua atitude. De qualquer forma, ela sabia que o velho amigo não lhe deixaria mais em paz.
Seguiram então para mais algumas salas daquele andar, onde Burton explicou rapidamente mais algumas atividades exercidas no setor. Embora psiquiatria não fosse a área de especialização de , ela nutria bastante interesse pelo tema, então prestou atenção em cada detalhe.
Voltaram ao elevador e os dois permaneceram em silêncio, imersos em seus próprios pensamentos até atingirem o próximo local a ser explorado por Kramer.
12º andar, agentes de campo.
não conseguiu evitar um sorriso por saber exatamente o que lhe aguardava por ali. Era nesse andar que os agentes planejavam suas próximas ações, redigiam seus relatórios e, a parte favorita da mulher, realizavam o treinamento corporal. Dawson sabia muito bem disso, mas adorava observar as reações de Kramer quando ficava ansiosa e adiou a chegada dos dois à sala de treinamento o máximo que pôde, deixando para levá-la ao lugar por último.
Mesmo mostrando-se extremamente atenta a cada informação que lhe era passada, mordia o canto dos lábios, pensando que dar alguns socos no saco de areia lhe aliviaria um pouco a tensão. Começar a trabalhar em um lugar novo sempre causava bastante estresse a ela, por mais confiante que fosse.
— Aqui também temos alguns dormitórios para os agentes de plantão descansarem. Obviamente, essa parte do prédio opera vinte e quatro horas por dia. Vamos cadastrar a sua biometria assim que acabarmos esse tour, para que você tenha acesso sem precisar interfonar cada vez que adentrar os departamentos — Burton explicou, indicando rapidamente a grande porta atrás deles, que bloqueava o acesso aos corredores daquele andar. havia observado aquilo também no bloco da psiquiatria, mas esperou que o mais velho explicasse aquela informação da forma que havia planejado. Era de extrema importância que cada andar fosse acessado somente pelo pessoal autorizado, ou a integridade das investigações seria prejudicada.
— Tá ótimo, Burton. Agora pula logo para a parte interessante desse setor. — não se conteve, o que acabou fazendo o amigo rir.
— Estava aqui me perguntando quando é que você ia me interromper para reclamar disso. — Piscou para ela, que estreitou os olhos, mas acabou abrindo um sorriso.
— Você é péssimo. Já te disseram isso?
— Olha lá como você fala com o chefe, garota. — O comentário fez a agente arquear uma sobrancelha.
— Chefe? Até parece que você consegue se virar sem mim — retrucou convencida.
— Sabemos que não consigo ou você não estaria aqui — Dawson admitiu a derrota.
— Então para de me enrolar e me leva logo pra sala de treinamento.
— Gosto de quando você é mandona, Kramer. — Abriu um sorriso de canto.
— E de apanhar também, pelo jeito. — estreitou os olhos mais uma vez para o mais velho, lhe dando um tapa leve nos ombros.
— Quer mesmo que eu responda a isso? — Burton riu, fazendo um sinal para que eles voltassem a caminhar.
No fim das contas, a sala de treinamento não era tão distante dos dormitórios assim e dava para se ouvir sons de luta conforme os dois se aproximavam do lugar. Depois do encontro com o psiquiatra, , havia criado altas expectativas em conhecer seus outros colegas de equipe.
Ao chegar diante da porta, no entanto, ela ainda conseguiu se surpreender ao ver a agente ali presente se livrar facilmente de uma chave de braço, desviando do próximo golpe de seu “adversário” e conseguindo imobilizá-lo com suas pernas de forma tão rápida que, se Kramer piscasse, temia perder alguma parte do show. Ela sabia muito bem quem era a mulher porque tinha lido a ficha dela, mas teve a certeza de que as palavras não faziam bem jus a Maze Griffin.
Com a respiração ofegante, vendo o oponente bater as mãos no tatame, declarando sua derrota, Maze o soltou e deixou que se levantasse, imitando o gesto em seguida.
— Mais uma? — a mulher perguntou, arqueando a sobrancelha e posicionando-se para lutar novamente.
— Griffin — Dawson chamou a atenção da agente, que virou o rosto imediatamente na direção dele, encarando-o curiosa e desviando seu olhar para a agente Kramer.
— Burton — respondeu, dispensando o colega de luta com um gesto e se aproximando sem tirar os olhos de . — E imagino que essa seja a agente Kramer, certo? — comentou, enquanto analisava a mulher de cima a baixo. abriu um sorriso de canto, estendendo sua mão para a mulher.
— E você é Maze Griffin. É um prazer conhecê-la — disse de forma simpática.
— O prazer é todo meu, acredite — Maze respondeu prontamente, aceitando o cumprimento e segurando na mão de com firmeza. Kramer gostou da atitude de Griffin, só a presença da mulher mostrava o quanto ela era confiante e determinada a ir atrás do que queria.
— Dawson havia me passado que você é a melhor lutadora que temos na equipe, mas devo dizer que ainda assim me surpreendi com a sua agilidade — elogiou, referindo-se à luta que acabara de presenciar.
— Gosta de luta corporal também, ? — a mulher questionou, não se importando em agir com intimidade demais ao chamar a colega por um apelido. Dali em diante, trabalhariam juntas e a forma como se chamariam era o de menos.
— Um de meus setores favoritos daqui. Ajuda a aliviar a tensão — respondeu, até gostando da forma que Griffin falava com ela.
— Podemos treinar juntas uma hora dessas. Seria ótimo te ajudar com isso. — ergueu uma sobrancelha, questionando mentalmente se as palavras de Maze haviam soado com segundas intenções, porque, se eram, ela tinha adorado.
— Não vejo motivos para recusar uma oferta como essa.
Dawson olhava de uma para a outra e acompanharia aquela conversa das duas pelo resto do dia, mas ainda estavam em um local de trabalho e tinha o restante dos departamentos para conhecer.
— Tô vendo que vocês vão se dar mais do que bem. Que tal guardar um pouco disso para o jantar mais tarde? Tenho mais setores para te mostrar, agente Kramer — interveio, recebendo olhares das duas mulheres.
— Tem razão. Nos vemos mais tarde, Maze Griffin — se despediu da colega.
— Mal posso esperar — Griffin respondeu, sorrindo uma última vez e então retornando ao tatame enquanto e Dawson saíam da sala.

🧩

Foi preciso ao menos mais uma hora para que Dawson terminasse de apresentar o restante dos setores para Kramer e, mesmo assim, ela não conseguiu conhecer todos que faltavam da sua equipe. Por um lado, a agente estava feliz por ter finalizado o tour. O lugar era enorme, mas sabia que com o tempo iria se inteirar de tudo e todos e que logo estaria sentindo como se ali sempre tivesse sido seu lar.
Os dois mais uma vez pegaram o elevador e dessa vez seguiram para o último andar do prédio, que era o de número onze. Assim que desceram, Dawson falou rapidamente sobre sua secretária e que especialmente Kramer não precisava de hora marcada por ela para falar com ele, bastava apenas informar o nome e ela liberaria a agente imediatamente para ir até sua sala.
O andar era bem amplo e com muitas salas, a dele ficava bem no final de um extenso corredor. Assim que adentraram o espaço, ela não pôde conter o sorriso. A dependência era enorme, como ela havia imaginado, toda de vidro e com uma vista incrível para a cidade de Baltimore, o lugar perfeito para se ficar o dia todo resolvendo casos e tentando colocar as ideias no lugar.
Dawson caminhou até sua mesa e sentou-se em sua cadeira, enquanto foi em direção à enorme janela que dava a ela uma linda vista. A mulher colocou as mãos nos bolsos da calça e respirou fundo enquanto permanecia vidrada. Pela primeira vez desde que havia pisado naquele prédio, teve a certeza de que havia feito a escolha certa.
Ir para Baltimore estava entre as melhores escolhas que tinha feito nos últimos meses.
— Eu sei, é uma vista privilegiada — Dawson comentou, fazendo com que Kramer voltasse à realidade.
respirou pesadamente e se virou para o homem, ainda passando os olhos pela sala e se atentando a cada detalhe.
— Realmente — comentou, enquanto começava a caminhar lentamente. — Fiz a escolha certa ao vir para cá.
Dawson abriu um sorriso ao ouvi-la dizer aquilo.
— Eu sei, você me avisou — completou, dando de ombros.
— Eu não ia dizer isso, apesar de ser verdade — o mais velho brincou. — Enfim, você tem alguma dúvida?
riu de forma retórica e continuou andando até onde seu chefe encontrava-se sentado. Recostou-se em sua mesa, ficando bem ao lado dele, que levantou o olhar, encarando-a por um instante para depois voltar a mexer nas papeladas. Ela tinha evitado a conversa que estava prestes a iniciar entre eles desde que Dawson havia ligado para ela oferecendo o trabalho porque não queria forçar a barra logo de cara, mas agora era preciso trazer o assunto à tona.
— Kramer, alguma dúvida? — Dawson perguntou, como se pudesse ler os pensamentos dela.
Ele continuou mexendo nas papeladas, mas agora de forma um pouco apressada.
— Dawson, que tal pararmos de enrolar e irmos direto ao assunto que interessa? — Kramer disse, sem se preocupar em fazer rodeios.
O homem riu fracamente, parou o que estava fazendo e direcionou o olhar para .
— E qual seria o assunto? — perguntou, fingindo não saber do que se tratava.
— Dawson, você sabe o apreço que tenho por você — disse enquanto o encarava, fazendo uma pausa para pensar no que diria em seguida. — Porém, nós dois sabemos que você é péssimo em mentir.
O mais velho riu, fazendo sinal para que ela continuasse.
— Quero saber o real motivo de você ter me chamado para fazer parte da equipe Mindhunters — explicou. — Você tem ótimos agentes. Por que precisaria de mim?
— Não se diminua dessa forma, Kramer — a repreendeu.
— Não estou — deu de ombros. — Só estou dizendo que você não dispensaria seu tempo e meu talento me trazendo aqui se não fosse algo realmente importante.
— Dawson disse e levou sua mão até a da mulher, colocando-a sobre ela. — Você sabe exatamente por que está aqui e te chamei por saber que não me pediria para entrar em muitos detalhes. Ao menos, não agora.
A agente pendeu a cabeça para o lado e deixou um sorriso leve formar-se em seus lábios. Não precisava que ele tocasse no assunto detalhadamente com ela, apenas queria que fosse honesto e assumisse o real motivo de tê-la chamado.
— Pelo sorriso, isso é o suficiente para você — Dawson afirmou, deixando transparecer um sorriso também.
arqueou uma sobrancelha, pois outra coisa a havia ocorrido.
— Ou não.
— Minha equipe sabe? — perguntou firme.
Dawson retirou a mão que estava sobre a da mulher e sua expressão ficou mais séria.
— Não quero que fique bravo comigo… — explicou. — É só que eu preciso que eles confiem em mim e não acho que isso vai acontecer se eu estiver mentindo para eles.
— Eu prometo que eles sabem o necessário — afirmou, agora um pouco mais relaxado. — Só preciso que confie em mim, como nos velhos tempos.
o encarou por alguns instantes para então responder:
— Eu confiaria minha vida a você. Sabe disso. — Sorriu.
— E eu também não prejudicaria sua carreira, caso isso a esteja preocupando. — Dawson se inclinou um pouco, lançando-a um olhar sugestivo.
— Não é com a minha carreira que estou preocupada — respondeu, já levantando-se e passou os olhos ao redor para verificar se tinha alguém ao lado de fora os observando.
— O que foi? — Dawson olhou um pouco confuso com a atitude da mulher.
O gesto que veio a seguir foi sem má intenção alguma, era apenas algo que ela já queria ter feito desde que o havia encontrado mais cedo. A agente se inclinou, abraçou o amigo de forma que já não fazia há muito tempo e, antes de se afastar por completo, depositou um beijo rápido no rosto de Burton.
O homem não esperava por aquilo, então apenas sorriu, vendo-a ir em direção à saída do lugar.
— Te vejo no jantar — Kramer disse, já abrindo a porta.
? — Dawson a chamou, fazendo com que ela se virasse para ele. — É bom te ter de volta.
Ela sorriu para o homem e então saiu da sala.
Durante o caminho que fez até a saída, foi tomada pela preocupação da conversa com Dawson e o real motivo de ter começado no novo trabalho, mas sabia que nada poderia mudar como as coisas se encaminhariam dali para frente, então preferiu se concentrar no jantar daquela noite. Como por exemplo, o que iria vestir?

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A mulher encarou seu reflexo no espelho e sorriu satisfeita com sua aparência. Para o jantar na casa de Dawson ela havia escolhido usar uma calça social preta, com um blazer da mesma modelagem e cor, e, para complementar, tinha colocado uma camisa branca por baixo. Ela encontrava-se no elevador, onde tinha escolhido ir em direção até o primeiro andar da casa, já que havia estacionado seu carro no subsolo.
Ela saiu do local, rindo em escárnio ao olhar o corredor em que tinha saído. Não saberia dizer o porquê, mas, mesmo com todos os anos de amizade com o homem, ainda se surpreendia com seu luxo e riqueza.
Caminhou por um tempo até finalmente chegar a uma porta de cor marrom e bem alta, que empurrou, dando a ela a visão de uma sala de estar enorme, onde algumas pessoas bebiam e conversaram.
passou os olhos, tentando procurar algum rosto familiar, mas não encontrou nenhum, por isso caminhou calmamente por entre as pessoas, já indo em direção ao bar. Enquanto caminhava até seu destino, ponderou a ideia de beber ser uma má ideia — afinal, já tinha escolhido pôr uma roupa mais apropriada caso surgisse algo — e decidiu que talvez só uma dose não faria mal a ninguém, não ficaria bêbada por isso.
— Uma taça de vinho, por favor — pediu ao chegar ao bar.
Enquanto esperava, aproveitou para passar os olhos mais uma vez pelo ambiente e seu rosto se iluminou ao ver rostos conhecidos. Maze e , os dois agentes de sua equipe que havia conhecido mais cedo na academia, encontravam-se em uma roda de amigos, com uma mulher bem atraente e um outro homem muito bonito também. Sorriu assim que seus olhos cruzaram o da mulher com quem tinha trocado flertes pela manhã, e esta fez sinal para que ela fosse até lá.
— Aqui está sua taça, senhorita — o homem do outro lado do balcão informou.
— Obrigada — agradeceu, já saindo dali para ir até a roda de amigos.
Não podia deixar de pensar em como estava gostando cada vez mais de Baltimore, porque na divisão em que trabalhava antes não tinha pessoas com a metade de toda essa beleza. Mordeu o lábio inferior com as coisas que cruzavam seus pensamentos naquele momento e respirou fundo, obrigando-se a se controlar ao chegar mais perto.
— Gente, essa é Kramer — disse, assim que notou a presença da mulher. — A nova agente responsável pelo “tal caso”.
sorriu, aproximando-se para cumprimentar os que não conhecia.
— É um prazer. Você deve ser Naomi, certo? — a agente disse, estendendo a mão, mas foi surpreendida pela mulher, que a puxou para um abraço e depositou um beijo em seu rosto.
— Muito prazer, agente Kramer — Naomi disse ao soltá-la com um sorriso no rosto. — Não seja tímida, nós gostamos das ousadas.
Maze riu fracamente ao trocar olhares com , enquanto levava o copo da bebida que estava tomando até a boca, observando tudo.
— E você deve ser . — abriu um sorriso de ponta a ponta e estendeu a mão para o homem.
Ele a encarou por alguns instantes e segurou a mão de ao mesmo tempo em que tinha um sorriso torto nos lábios.
— É um prazer, — ele disse e aproximou-se dela, que ficou tão confusa quanto os outros que se encontravam ali. — Você se importa se eu…
Antes mesmo que ela pudesse responder, ele levou as duas mãos até a gola de sua blusa — que se encontrava desarrumada — e começou a colocar no lugar. Kramer riu em escárnio, levou sua mão direta até a mão esquerda de e o afastou com força, prensando-o contra a parede.
— A próxima vez que tocar em mim sem permissão — disse firme e um sorriso se formou e seus lábios. — Vai desejar ter nascido sem mãos.
Os outros três agentes olharam boquiabertos, exceto Maze, que não poderia esperar menos do que isso da mulher.
— Sua blusa estava desarrumada — disse, como se fosse algo realmente importante e afastou-se dele.
e sua obsessão com organização — disse, revirando os olhos.
Todos riram e Maze aproveitou a deixa para se aproximar de Kramer, que lançou um olhar para ela e puxou os cabelos, colocando-os para o lado direito de seu pescoço.
— Essa mulher, além de forte, não é linda? — perguntou sorrindo, fazendo com que a agente sorrisse para ela.
A uma certa distância, na sala de jantar, o agente misterioso sobre o qual havia lido a pasta, que não continha nenhuma informação pessoal e nem ao menos fotos, conversava com Dawson sobre alguns últimos detalhes do tal “caso” que dividiria com a mulher. Os dois tinham uma longa amizade dentro e fora da vida profissional e, por isso, o mais velho confiou a ele o cargo de ser um agente infiltrado.
Por isso, essa noite ele não estava ali como , mas Geralt Sayers.
Ele encarava o chefe ao mesmo tempo em que passava os olhos pelo lugar. Ainda não tinha conhecido as pessoas que seriam parte de sua equipe e Burton não havia nem dado a ele pastas explicando quem eles eram. Segundo o homem, queria que ele fosse apresentado apenas pessoalmente.
Não tinha gostado da ideia, mas o que poderia fazer?
— Seu nome a partir de agora é Geralt Sayers — Dawson disse, tentando conter o riso.
revirou os olhos e passou as mãos no cabelo.
— Geralt? — indagou. — Sério, Dawson?
— É um bom nome — o mais velho afirmou, dando de ombros enquanto ria internamente.
— Para um palhaço, né? — sugeriu sério. — Não poderia colocar um nominho mais normal ou ao menos que pareça de um agente do FBI como o meu?
indica que você é um agente, algo que não queremos — Dawson afirmou. — Geralt, no máximo, vão sugerir que você é aquele Bruxão daquela série nova da Netflix.
Nessa hora, Dawson caiu na gargalhada enquanto apenas o olhava com aquela cara de poucos amigos, de quem tinha odiado o nome e mais ainda a piada de mal gosto feita pelo velho amigo.
— Muito engraçado — afirmou, enquanto levava o copo de bebida que estava em sua mão até os lábios.
A conversa foi interrompida pelo toque do celular de Dawson, que se afastou rapidamente com uma expressão de extrema preocupação. achou aquilo um tanto estranho e decidiu andar um pouco pela casa só para ter certeza de que não estava tendo nenhuma movimentação estranha, afinal, aquele lugar estava lotado de agentes do FBI.
Sentia-se totalmente perdido ali, não conhecia ninguém e todos pareciam ter olhos curiosos. Em parte, parecia ser por sua aparência — não é que não fosse humilde, apenas tinha olhos — e a outra pela curiosidade em saber quem era aquele estranho olhando para todos os lados como se tivesse acabado de ver um fantasma. Infelizmente, esse era um dos poucos hábitos ruins que ser da polícia lhe trazia.
Estar sempre em alerta e preocupado.
Com uma rapidez que ele não conseguiu acompanhar, sua noite mudou da água para o vinho quando seus olhos pararam em uma pessoa específica que se encontrava em uma roda na qual havia dois rapazes e mais três mulheres. piscou algumas vezes, se perguntando se aquilo era uma das muitas peças que sua mente gostava de pregar nele e engoliu em seco. Levantou em seguida seu copo até a boca, tomando de uma só vez todo o líquido que continha ali dentro.
Seu coração bateu de forma frenética assim que os olhos da mulher encontraram os seus, com certa confusão no olhar.
— Porra. — Foi tudo que conseguiu dizer enquanto a encarava.
Estava pronto para ir até lá e perguntar o que ela estava fazendo ali, quando uma movimentação estranha tomou conta da “festa”. Dawson passou pelo grupo, parecendo passar algumas informações importantes, fazendo com que todos ali o olhassem com a mesma cara de preocupação que ele havia feito mais cedo. Então viu todos se dispersarem, ficando apenas a mulher e seu chefe.
— Agente Geralt Sayers — Dawson disse próximo a ele, dando-lhe um susto.
Nem tinha notado que o homem havia andado até ali.
— Agente Kramer — o homem continuou, dando a entender que estava lhes apresentando. — Vocês vão trabalhar juntos neste caso e nós temos uma ocorrência agora mesmo.
— Aquele caso? — Kramer perguntou enquanto encarava o mais velho, que apenas assentiu. — Me desculpe, é um prazer conhecer você, agente.
Ela estava com a mão estendida para ele, que segurou ainda atordoado.
— O prazer é todo meu… — respondeu de forma insegura e quase automatizada.
— Agora que estão devidamente apresentados, precisamos ir — Dawson disse, já se encaminhando para a saída.
Até aquele momento, nem havia se dado conta de que o amigo tinha trocado de roupa e usava até um colete a prova de balas.
— Licença — disse, puxando Dawson pelo braço e o agente permaneceu parado no mesmo lugar, vendo os dois se afastarem.
Kramer queria se certificar de que seu chefe — e amigo de longa data — estava bem para ir até o local do crime. Por isso, puxá-lo para longe era a melhor opção, além de que não tinha gostado nada da forma como o tal de Geralt a ficou olhando antes que os dois fossem apresentados e depois disso.
— Dawson, você está bem? — perguntou quando já estavam longe o suficiente.
— Kramer, não pergunte nada — pediu. — Só me siga.
Ele disse, passando por ela e em seguida por , que observava os dois e foi seguido pela mulher.
— É agora que eu começo a dar ordens? — perguntou atrás dele, já do lado de fora, enquanto recebia um colete de outro agente.
O homem virou-se e sorriu para ela.
— Está esperando o quê?
sorriu enquanto terminava de colocar o colete, pegou a arma que estava presa à bota que usava e sacou um coldre, colocando-o em volta da cintura, onde guardou sua arma e se posicionou para olhar a movimentação que tinha ali antes de começar de verdade seu trabalho.
— Tudo bem, pessoal — disse em tom alto, já caminhando pelo recinto e recebendo atenção de todos. — Eu quero quatro equipes. Preciso que todos cheguem lá preparados para executar seu trabalho. Não quero ter que dizer a vocês o que fazer, fui clara?
Dawson observava tudo orgulhoso, enquanto todos tinham a atenção voltada para a gente.
— Certo — afirmou, encarando-os. — Espero que saibam que esse vai ser o caso mais difícil da carreira de vocês e eu não admito erros.

Nota das autoras: Finalmente chegamos com o primeiro capítulo dessa história. Nós estamos MUITO empolgadas, principalmente por essa chuva de agentes deliciosos + a ideia de que juntos eles vão desvendar casos interessantíssimos. Contem pra gente o que vocês acharam e se já estão shippando a pp com alguém (como eu e a Van estamos hehehe).
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Kisses,
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