Perfectly Wrong

Perfectly Wrong

Sinopse: Ela é a presidente mais jovem já eleita na História e ele, um dos melhores governadores do país. Expor ao público o relacionamento poderia levar suas carreiras à ruína. Eles eram tão errados um para o outro, mas era muito difícil se manter longe.
Gênero: Romance.
Classificação: 18 anos.
Restrição: Cenas de sexo explícito.
Beta: Regina George.
Shortfic

Capítulo Único

Ele não a via há mais de um mês. Os encontros entre eles sempre foram escassos, mas nos últimos tempos, estavam se tornando cada vez mais impossíveis. Ela estava sempre ocupada, sempre tinha alguma emergência, alguma desculpa para não conseguir encontra-lo. Mas quando ela o chamava, ele ia correndo. Tinha atravessado o país naquele dia para uma reunião de emergência que ela havia convocado, mas sabia que era apenas um pretexto. Ela estava estressada e precisava dele.

A presidente do país precisava dele porque o marido de fachada não servia nem para sexo casual.

era a presidente mais jovem já eleita na História. E sem dúvidas, tinha sido a melhor coisa que acontecera na política brasileira nos últimos anos. Ela era visionária, acreditava no progresso sem nunca ignorar a realidade da população mais carente. Seus projetos sociais tinham tirado tantas pessoas da pobreza e dado dignidade a população, que sua reeleição não era uma suposição. Era um fato e todos sabiam daquilo.

Mas para , nada estava garantido e por isso eles se escondiam. Seria um escândalo gigantesco caso a mídia soubesse que o governador de um dos maiores estados do país tinha um caso com a presidente. Ele não era casado, mas insistia em manter a farsa com o melhor amigo. Era bom para sua imagem, não podia negar. Mas odiava a situação na qual aquilo o colocava.

Eles tinham sido eleitos no mesmo ano. Eram do mesmo partido, mas de estados diferentes, e por isso só se encontraram realmente quando ela convocou a primeira reunião geral com os governadores. As coisas entre eles passaram da linha profissional quase um ano depois. Para , nunca tinha sido um segredo que ele a achava atraente. Mas nunca tinha tentando nada em respeito ao seu casamento e principalmente, porque ela nunca pareceu interessada.

Ele se lembrava com exatidão da primeira vez que tinham transado, dois anos atrás. Seu estado estava passando por dificuldades econômicas e ele precisava do auxílio do governo federal. Ficar alguns meses sem repassar dinheiro para a União seria o suficiente e ele precisava convencer a presidente. Tiveram uma reunião de horas e no final, estavam tão cansados que acabaram decidindo jantar na sala de reuniões e entre algumas taças de vinho, confessou a atração que sentia por e que seu casamento não era de verdade. Apesar da descrença inicial, tinha se deixado levar. estava na cabeça dele há tempo demais para que ele ignorasse aquela chance.

Eles eram completamente errados um para o outro. Aquele caso poderia arruinar as carreiras deles para sempre, mas o que ele sentia por sempre fora muito mais forte do que a racionalidade e a sensatez. O que era para ser uma coisa de apenas uma noite, já durava dois anos e não via maneira de sair daquilo. Porque não queria sair. Ele havia se apaixonado por e abriria mão da vida política por ela. Havia pensando, mais de uma vez, em não tentar a reeleição. O partido estava pressionando-o para que tentasse outra vez, mas sabia que não aguentaria mais quatro anos daquilo. A única coisa que o impedia era não saber se estava disposta a assumi-lo. O que eles tinham era bom, gostoso pra caramba, mas ela nunca havia dado indícios de que gostaria de ser algo a mais.

Se eles tivessem se conhecido antes de serem candidatos, talvez as coisas fossem diferentes. queria muito que as coisas fossem diferentes.

Estava ventando em Brasília quando ele desceu do jatinho e correu para o carro que o levaria até o Palácio do Planalto. Dois seguranças o acompanhavam e ele estava no meio de uma ligação com um dos prefeitos da cidade quando o carro parou. Avisou que ligaria mais tarde e seguiu os seguranças para dentro do Palácio, subindo para o terceiro andar onde o Gabinete Presidencial se localizava. Foi anunciado pela secretária e adentrou a sala após guardar o celular no bolso.

estava em sua cadeira. Trabalhava em uma pilha de papéis e só levantou os olhos quando a porta fechou às costas de . As cortinas do Gabinete Presidencial estavam fechadas e ele tinha certeza de que as câmeras já tinham sido desativadas. era obcecada por segurança e sigilo.

– Já estava me perguntando aonde você estaria. – Ela murmurou e seu olhar percorreu todo o corpo do homem, sorrindo satisfeita para o terno que ele usava.

– Eu atravessei o país para estar aqui, . – se jogou na cadeira em frente a mesa da presidente e ela arqueou uma das sobrancelhas.

– Eu disse para você vir se pudesse. – Lembrou.

– E eu podia. Mas isso não muda o fato de que eu atravessei o país no meio da tarde.

– Você tem razão.

– Qual a questão de extrema urgência? – Indagou com sarcasmo. – Acredito que não tenhamos nada pendente. O estado não está atrasando o pagamento para o governo federal.

– De forma nenhuma. Você administra o seu estado com muita competência. – Ela sorriu. – A questão que temos que tratar é muito mais… Particular e delicada.

– Poderíamos ter tratado dessa questão há quinze dias, quando eu estive em Minas Gerais e onde você também deveria ter estado.

– Eu tinha outras urgências. – Estalou os lábios e riu.

– Você sempre tem outras urgências.

– Você quer mesmo gastar o pouco tempo que temos brigando? – revirou os olhos. Guardou os papéis nos quais estava trabalhando e cruzou os braços em frente ao corpo após se recostar na cadeira. – Poderia ter ligado para isso, se era o caso.

– Você iria atender? Ou ia desligar na minha cara, como fez dá última vez?

– Isso era pra ser divertido e descontraído, . – avisou.

– É divertido e descontraído quando você não me trata como um objeto, senhora presidente. – Foi firme.

Ela suspirou, passando a mão direita pelos cabelos em frustração e levantando da cadeira. Seguiu em passos lentos e decididos até a porta e se virou para , a mão na maçaneta.

– Você pode ir, se quiser. Eu não estou com paciência para brigar hoje, . Estou exausta e nervosa e preciso muito de tranquilidade.

suspirou, sabendo que aquela era mais uma batalha perdida. Se ele fosse embora, não tinha noção de quando veria outra vez. E ele estava morrendo de saudade e precisava dela. Não desistiria, apenas adiaria aquela conversa para outra ocasião. Girou na cadeira e se virou para ela, com um olhar firme e o maxilar travado.

– Você precisa ser bem fodida para ficar tranquila, senhora presidente. – Murmurou em um tom de voz mais baixo. – Então tranca essa porta e vem aqui de uma vez.

sorriu e trancou a porta. Voltou para a mesa e ligou para a recepção, pedindo que não fosse interrompida pois estava em uma reunião importante com o governador.

– Vamos para o banheiro. – Ela indicou a porta escondida à esquerda. – Estamos seguros aqui, mas eu gostaria de não arriscar.

Ele já estava acostumado com aquilo e assim que entrou no banheiro, ele a prendeu contra a parede. Fechou a porta com um chute e a tomou em seus braços, sua boca na dela, faminta e necessitada. Gemeu baixinho quando suas línguas se encontraram e pressionou o corpo de contra a parede, arrancando um suspiro dela ao mesmo tempo em que se apossava da cintura e acariciava a pele por baixo da roupa. A pele dela era tão macia, deixava as mãos dele formigando.

– Odeio você – Ela resmungou sem ar. A boca estava vermelha e inchada pelos beijos e acabou rindo.

– Não, não odeia. – Desceu a boca para o pescoço dela, sugando a pele com delicadeza e causando suspiros em .

– Odeio. – Ela foi firme. – Odeio porque você faz eu querer você, quando eu não posso. Odeio essa atração que existe entre nós. Odeio muito e por isso eu odeio você.

engoliu em seco, as palavras de tinham acertado seu coração apaixonado em cheio e ele não gostava do amargor em sua boca. Levou um segundo para conseguir sorrir e segurar o rosto dela com cuidado, aproximando suas bocas e puxando o lábio inferior com os dentes. suspirou, fechando os olhos e levando as mãos para a barra da camiseta de .

– Vou fazer você me odiar um pouco mais então. – Ele sussurrou, deixando uma trilha de beijos pelo pescoço e colo de , abrindo um botão da blusa dela de cada vez e sorrindo torto quando encarou o sutiã vermelho de renda.

Tirou a blusa dela e abriu o zíper da saia, jogando as roupas para longe e perdendo um segundo para analisar apenas de lingerie antes de voltar a beijá-la com ainda mais vontade. Sua boca na dela era uma de suas coisas favoritas no mundo, perdia apenas para quando ele estava dentro dela. estava na ponta dos pés, mesmo com os saltos, e abraçava pelo pescoço enquanto eles se beijavam com tudo o que tinham. Não era um beijo bonito, mas era intenso a ponto de arrepiar todos os pelos de seu corpo.

novamente desceu a boca para o pescoço de , mas não se demorou. Tinha áreas mais importantes para explorar e quando a libertou do sutiã, sorriu com malícia antes de tomar o seio esquerdo na boca e chupá-lo com avidez. grunhiu, enfiando a mão nos cabelos de e puxando os fios enquanto ele a estimulava. Interrompeu as carícias apenas quando o mamilo estava duro em sua boca e passou para o outro seio, movendo as mãos da cintura de para a bunda dela. Apertou e beliscou enquanto ainda mantinha o seio na boca, arrancando grunhidos de que apenas o faziam sorrir e agiam como incentivo direto para que seu pau ficasse duro. Não que ele precisasse de muito para estar excitado quando estava envolvida, mas os gemidos dela realmente o atiçavam como fogo no palheiro.

Subiu os beijos para o colo de , voltando a tomar os lábios dela nos seus enquanto ela o despia e arranhava sua pele com as unhas longas. chutou a cueca para longe e sugou o lábio inferior de antes de se ajoelhar. Ela suspirou em antecipação, usando a porta como suporte e erguendo a perna esquerda para passar em torno do ombro de . Ele a beijou abaixo do umbigo e no interior das coxas antes de encaixar a boca na boceta dela e chupar com suavidade. Sua língua explorava todo o interior, brincando com os grandes e pequenos lábios e raspando no clitóris apenas como provocação.

levou as mãos até os seios, prendendo os mamilos por entre os dedos e manteve o olhar nos movimentos da boca de em sua boceta. Ele a engolia de olhos fechados, saboreando o gosto dela como se ela fosse sua sobremesa favorita. A língua de a acariciava de forma provocante, pressionando o clitóris apenas o suficiente para gemer e voltando a brincar com a entrada dela, sem realmente penetrá-la.

– Para de brincar, . – resmungou e tremeu dos pés a cabeça quando ele riu, ainda com a boca na boceta dela. Ele abriu os olhos apenas para encara-la e a chupou outra vez, voltando a passear a língua por seu interior algumas vezes antes de subir a mão que segurava a coxa dela e enfiar dois dedos em sua entrada molhada e apertada. Ela era tão gostosa e ele já estava pronto para meter nela até gozar, mas antes daria um orgasmo para ela não esquecer do porque continuaria o odiando: ninguém a fodia como ele.

Seus dedos escorregavam para fora dela apenas o suficiente para entrar com tudo e fazê-la fechar os olhos e gemer baixo. Sua boca tinha tomado o clitóris em carícias circulares e mantinha um ritmo de estocadas rápidas e duras, do jeito que gostava. Ela rebolava o quadril contra a boca dele, procurando mais contato e em nenhum momento os seus dedos tinham soltado os mamilos. sugou o clitóris com força mais uma vez e subiu os beijos para a barriga de , sem interromper as estocadas de seus dedos dentro dela. Tomou seus lábios com intensidade e segurou a coxa dela com uma mão, enquanto a outra parava de fodê-la para segurar a base de seu pau e acariciar a boceta de com a cabecinha.

Ela gemeu, libertando os seios para mover as mãos até os ombros de e enfiar as unhas na pele dele. Os mamilos duros e inchados pressionados contra o peito de deixavam trêmula e ela gemeu mais alto quando a glande acariciou seu clitóris. suspirou e seu cacete pulsou. Estava tão perto dela, precisava apenas escorregar um pouquinho para se enfiar dentro de e perder todo o raciocínio lógico. Aquela mulher o tirava do sério como nenhuma outra e o colocava diretamente no limiar entre o paraíso e o inferno. Seu saco estava dolorido, mas nem isso fez interromper seus planos e ele continuou a estimular o clitóris de com a cabeça de seu pau. As unhas dela se enfiavam mais fundo em seus ombros, mas ele não ligava para a dor. Aquele era o melhor tipo de sexo para eles.

– Por favor. – implorou, de olhos fechados e a respiração falha. O corpo dela tremia contra o dele e ela só não havia desabado porque a segurava. – Me fode de uma vez, . Por favor.

– Você não estava merecendo, senhora presidente.

– Eu sei. – Suspirou e abriu os olhos. – Mas você merece uma recompensa, não merece?

E ali estava ela, mudando completamente o jogo e mexendo com a cabeça de outra vez. E ele gostava daqueles jogos tanto quanto gostava de fazer sexo com e por isso era tão difícil ir embora. Ele sempre queria mais dela, porque estar com ela era sempre surpreendente e excitante.

– Mereço. – Concordou.

– Então me fode. – o beijou no queixo e então no pescoço, voltando aos lábios de enquanto ele ainda roçava a glande no clitóris dela. rebolava contra ele, buscando mais contato. – Estou implorando por você. Eu quero você pra caralho. Só você me deixa desse jeito. Preciso de você, . Por favor.

Ele suspirou, largando o pênis e segurando a outra coxa de . Ela tomou impulso e a pegou no colo, carregando a mulher até a pia e a colocando sentada no mármore. Beijou os lábios e o pescoço dela, voltando a segurar seu cacete e o guiando para dentro dela com um único movimento dos quadris. era apertada e ele era grande, de forma que entrava estirando-a de um jeito tão gostoso que eles só podiam gemer e se agarrar um ao outro. enlaçou a cintura de com um dos braços e o outro ele apoiou na bancada, enquanto mantinha as pernas bem abertas para ele e o abraçava pelo pescoço, chupando a pele dele e mordendo até fazê-lo suspirar sôfrego.

– Sempre apertada. – Suspirou e girou os quadris, se movendo para fora e de novo para dentro, arrancando mais um gemido alto de .

– Sempre gostoso. – resmungou, voltando a morder o pescoço de quando ele voltou a entrar dentro dela.

Suas estocadas eram rápidas e firmes, escorregando para dentro da boceta encharcada de e sentindo os músculos internos dela o apertarem ainda mais. Estava estourando, seu pau pulsava a cada vez que ela o engolia e ele não conseguia diminuir o ritmo para que aproveitassem e prolongassem o orgasmo. Ele queria mais forte e mais rápido, porque gostava de foder daquele jeito e sabia que gostava de ser comida por ele.

– Você é incrível. – Ela sussurrou e soltou o pescoço dele, usando as mãos para se apoiar no mármore e desceu o olhar para suas intimidades, gemendo com mais vontade enquanto observava a sua boceta engolir o pau de a cada estocada.

Ele agarrou a bunda dela e enfiou com mais força, gemendo alto e grunhindo palavras desconexas. Os seios de balançavam no ritmo das estocadas e seus corpos se chocavam com força e barulho de um jeito que poderia ser preocupante se eles não gostassem tanto e não estivessem acostumados com aquele tipo de sexo.

– Estou quase lá. – gemeu e mordeu o lábio inferior, sentindo que estava muito mais perto do que ela.

Beliscou a bunda dela mais uma vez e moveu a mão para o meio das pernas de , usando o dedão para acariciar o clitóris dela com suavidade, obrigando a enfiar o rosto contra o pescoço de para não gritar. O clitóris dela estava inchado, mas seu dedo escorregava fácil e ela não demorou muito a gozar, gemendo com a boca grudada no pescoço de enquanto seu corpo tremia e então relaxava. Ele deixou o orgasmo tomar conta do próprio corpo em seguida, ainda se movendo dentro dela por algum tempo, enquanto seu corpo se acalmava e a porra escorria pelo mármore.

Precisou de alguns minutos para normalizar a respiração e quando saiu de dentro de , ela gemeu baixinho e arrancou um sorriso dele. Limpou a bagunça e lavou o rosto na pia, enquanto o observava, recostada contra a parede, parecendo cansada e satisfeita demais para sequer se mexer.

– Vai ficar aí de pernas abertas em um convite? – Ele indagou com um sorriso sacana. – Posso te chupar de novo, porque preciso de um descanso. – Apontou para sua virilha.

sorriu torto.

– Você me fodeu com tanta força que eu vou te sentir entrando em mim por uma semana inteira.

– É pra essa boceta não esquecer de mim. – Piscou e vestiu a cueca, em seguida as calças e atirou as roupas de para ela.

– Minha boceta não esquece de você nunca. – murmurou e a encarou. – É por isso que eu continuo sendo fraca e querendo você, quando não deveria.

– Algum dia nós vamos parar de nos esconder, ? – Indagou e ela desviou o olhar no mesmo momento.

– Eu não sei. – Suspirou e pulou para o chão, começando a se vestir. – A gente é muito errado um para o outro. Tem muito em jogo e eu… Não acho que seja uma boa ideia.

– Certo. – Riu amargo. – Eu já sabia disso e mesmo assim, continuo voltando para você. Eu sou um trouxa mesmo.

suspirou e se aproximou, segurando o rosto dele com cuidado e o beijando no queixo.

– Desculpa.

– Tem veneno nesse teu beijo, . Você está me matando aos poucos.

– Não daríamos certo . Você sabe disso.

– Eu sei. Mas é tarde demais e eu sou apaixonado por você. – Confessou e ela o encarou com os olhos culpados.

– Isso não torna as coisas mais fáceis.

– Não mesmo. – Ele suspirou triste e se inclinou para um último beijo. – Não me deixa mais um mês inteiro no escuro, por favor.

– Nos veremos em breve. – Ela prometeu e deixou o banheiro. Esperou que ela voltasse para o Gabinete e ocupasse a mesa na figura impecável da presidente e destrancou a porta. Acenou para a secretária com a mão e deixou o Palácio do Planalto, na mesma situação estressante com a qual havia chegado. E algumas reuniões importantes pendentes em sua agenda de governador.