Desventuras em Séries

Desventuras em Séries

Sinopse: Os fantasmas do passado podem vir à tona quando menos se espera. Framlingham uma cidade ao leste da Inglaterra tornou-se o lugar perfeito para ele esconder seus segredos mais sujos sobre um passado não tão distante. Mas quando a novata vinda da Califórnia, resolve vir esconder o seu passado em baixo do mesmo tapete, eles acabam descobrindo muitas coisas em comum que gera conflitos em sua convivência. Há uma liberdade que todos eles mereciam, mas havia um passado que nenhum deles conseguia se livrar.
O fardo herdado de seus pais; ter o sangue de um son correndo em suas veias.
Gênero: Romance, Ação, Restrita.
Classificação: Dezoito, insinuações explicitas de sexo e palavras de baixo calão.
Restrição: Os personagens secundários são fixos com nomes e sobrenomes.
Beta: Sofia Alonzo.

Capítulos:

PRIMEIRO CAPÍTULO
olhou para o teto do último andar da sua casa à procura da abertura que o levaria ao sótão, mesmo após algumas garrafas de cerveja, não estava tão bêbado ao ponto de não encontrar, estreitou os olhos e com a ajuda da lanterna do celular achou o ponto certo.
Montou a escada velha e enferrujada naquele mesmo ponto subindo empurrando a abertura para cima, o que lhe dava a passagem necessária que ele precisava, ao subir acendeu a luz do cômodo olhando para todas as caixas que tinha por ali, algumas com o nome da sua mãe, outras com o de seu pai, mas nenhuma delas lhe interessava, faziam parte de um passado que ele queria esquecer, seus olhos vagavam pelo local procurando a caixa com seu nome. Era a única que resolveu guardar para relembrar da vida na Irlanda.
era filho de Kevin McGee, seu pai era conhecido por todos apenas como o presidente da filial do moto clube Sons of Anarchy em Belfast. Kevin foi casado com Maureen Ashby durante seus primeiros anos no clube, o que acabou resultando em , que sempre teve uma infância e adolescência conturbada devido ao clube. Quando completou dezoito anos, perdeu seu pai McGee para a ganância de ganhar uma grana fácil sem ter que dividir com os outros associados do clube. McGee morreu pelas mãos de Clay Morrow, o presidente da SAMCRO na matriz em Charming na Califórnia, em uma das suas passagens por Belfast.
Sua mãe, Maureen, acabou partindo tempos depois da morte de seu pai, não aguentando a pressão sofrida pelos demais, deixando apenas uma carta esclarecendo tudo o que precisava saber com o endereço da cada de seus avós maternos que moravam em Framlingham ao leste da Inglaterra.
Perdido e confuso, sem nenhuma outra saída.
foi embora de Belfast, morando com seus avós maternos até seus vinte um anos, seu avô veio a falecer por conta de uma queda na escada e, já muito adoecida, sua avó acabou o deixando por conta de um maldito enfarto fulminante.
Ao abrir a caixa que estava bem lacrada, encontrou algumas fotos da sua antiga vida na Irlanda, suas fotos em sala de aula, alguns bilhetes de dia dos namorados, fotos de quando era bebê, mas a que mais trazia dor em seu coração, era sua única foto com Trinity aos quinze anos, abraçados em frente à igreja no dia do casamento dos pais da garota.
Respirou fundo secando a lágrima solitária e teimosa que escorria pelo seu rosto, Trinity era filha do vice-presidente, desde sua saída de Belfast, nunca mais havia tido contato com a garota, e nem podia. Tinha que poupar a vida da sua amada de mais desgraça.
Seu maior sonho era voltar à Belfast e a livrar dos pecados cometidos pelo seu pai, livrar de toda aquela bagunça e sujeira, a trazer para Framlingham ou qualquer outro lugar no mundo que pudessem ter paz.
está na hora… – bateu na madeira da escada olhando para cima, pegou o celular no bolso da calça subindo para o sótão. — Está na hora de irmos encontrar as garotas.

assustou-se com a presença do amigo, havia se esquecido completamente do pouco tempo que tinha antes de sair para se encontrar com seus amigos e sua nova namorada.

— Você está bem? – perguntou olhando para o amigo que guardava tudo dentro da caixa a deixando em cima da pilha junto com as demais caixas.

Healy era o melhor amigo de , chegou sozinho na cidade a procura de um lar, sem pensar duas vezes, o acolheu na casa que agora era dos dois, dividiam os custos e uma vida cheia de altos e baixos.
era o único que sabia a história sombria de e o irlandês era o único que sabia sobre o fim trágico da família de Healy e o motivo pelo qual ele merecia um recomeço bem longe do caos.

— Eu vou ficar, brother – sorriu sem graça. — Agora vamos, estou com saudades da Colson.
Mesmo conhecendo o rapaz melhor que qualquer outra pessoa, resolveu deixar o assunto morrer, preferia evitar maiores desgastes emocionais.
Os dois desceram conversando sobre a corrida de mais tarde, precisavam localizar Henry, o piloto que corria pelo seu carro há tempos, já que o mesmo ainda não havia dado sinal de vida e deveria estar na cama de qualquer gostosa com ressaca.
Encontraram já dentro do carro, seus outros amigos, Adam, Jake e Landon.
Landon estava sentado no lugar do motorista e rodava a chave do carro em seu dedo indicador, riu balançando a cabeça em negação.
— Você não vai ir dirigindo – deu a volta no carro abrindo a porta para poder entrar, Landon revirou os olhos pulando para o banco detrás, sentando-se entre Jake e Adam que terminavam seus cigarros jogando as bitucas no chão ao lado do carro.
O colírio para os olhos, ou para os íntimos apenas Landon Burton, era o típico cara que tinha acabado de sair de um dos clássicos filmes dos anos noventa. Graças ao seu emprego estável no fórum da cidade, ficou bem conhecido e honrava o papel de bom moço namorando ninguém mais, ninguém menos do que Nicolette York, a garota de uma das famílias mais antigas da cidade e também aspirante a modelo em início de carreira, era ele quem a acompanhava em suas loucas viagens para concursos e alguns trabalhos pelo interior da Inglaterra.
— Minha irmã te mandou mensagem hoje, McGee? – Jake perguntou para o cunhado.
Entrando novamente na conversa com a irmã no WhatsApp e vendo que suas mensagens nem haviam sido entregues para a garota.
— Não, mas eu liguei para ela de manhã. Ela disse que passaria o dia com as garotas para fazer algo muito importante – disse com tedio – E que a gente só poderia se ver de noite na hora da corrida. – explicando tudo que Florence havia lhe falado na ligação pela manhã, cortando a parte da briga e da meia hora de drama.
Jake era o irmão gêmeo de Florence Colson que era mais velha por alguns minutos de diferença, a família Colson como boa parte da cidade, sempre foi muito religiosa e por isso os gêmeos eram considerados as “ovelhas negras” da família. Jake nunca mais havia trocado uma palavra com o seu pai depois de ter sido descoberto sobre seus vícios em drogas e bebidas, acabou perdendo o emprego com o mesmo na lanchonete da família, dando espaço para que o amigo Adam trabalhasse.
Florence era condenada pelos pais por namorar um rapaz tão problemático e sem futuro como , que nem ao menos sabia o paradeiro da própria família.
sentou-se no banco do passageiro ligando o rádio e mudando para uma estação que tocava Tiny Dancer do Elton John.
Todos no carro começaram a cantarolar. acelerou, indo a noventa por hora pela estrada do interior, que os levariam para a cidade em pouco tempo.
— Ei, , não acha que está indo rápido demais? – Adam perguntou dando um leve tapinha no ombro do amigo enquanto segurava-se no banco com a outra mão.
olhou para com uma cara indignada fazendo o melhor amigo rir.
Adam Booth era o mais novo da turma, ainda terminando o colegial, ele era um completo <em<loser, mas era um dos únicos com um potencial de brilhar em uma faculdade daqui à alguns anos. Com a morte da sua mãe, ele acabou tendo de se mudar vindo morar com o pai, o dentista da cidade, que era casado com outra mulher e tinha mais duas filhas pequenas, ou seja, mais uma pessoa com uma péssima vida à procura de uma válvula de escape da realidade.
— Relaxa, bro! O papai aqui sabe muito bem o que está fazendo… – acelerou mais ainda o carro fazendo os amigos gritarem levantando os braços e fazendo com que Adam levantasse divertindo-se também.

***
Era nítido o nervosismo de Nick ao andar de um lado para o outro trocando mensagens com o namorado, Landon, enquanto isso, Josie estava deitada na cama de solteiro de Florence cantarolando uma música qualquer da banda Queen.
As amigas estavam a ponto de surtar, já se passavam mais de quinze minutos que Florence havia entrado no banheiro pra fazer o bendito teste de gravidez daqueles de farmácia.
— Pela demora, só pode ter dado positivo – Josie disse sentando-se na cama atraindo a atenção de Nick para ela.
— Eu também estou achando isso Josie – Nick concordou guardando o celular no bolso da calça, indo sentar-se ao lado da amiga.
No mesmo momento, Florence entrou no quarto deixando o teste sobre a mesa, antes de deitar-se na cama atrás das meninas.
Ignorando totalmente Florence, Nicolette e Josie correram para ver o teste.
— O que significa dois risquinhos? – Nick perguntou à procura da caixa do teste pelo quarto.
— Aqui – Josie disse tirando a caixa do lixo ao lado da mesma. — Um risquinho significa negativo, dois risquinhos significa… Positivo.
Nicolette e Josie se entreolharam surpresas antes de olharem para Florence que as observava.
— Você está gravida, Colson! – Nick disse ainda em choque e correu para a cama junto da amiga, que agora não aguentou esconder as lágrimas abrindo um berreiro agarrada ao travesseiro. — Calma, você não pode ficar nervosa desse jeito, isso faz mal para você e faz mal também para o seu bebê…
Nick não sabia como agir diante daquela situação, só sabia que aquela história não iria acabar bem.
— Eu NÃO quero ter um bebê – Florence levantou a cabeça do travesseiro para dizer à Nicolette, que tentava consolá-la, a mesma virou-se para deitar de barriga para cima, mas antes mesmo que Nick pudesse colocar a mão por cima de seu ventre, Florence começou a se bater e a se xingar.
— Isso você tinha que ter pensando no momento em que… – Josie ia dizendo, mas Nicolette lhe tacou um travesseiro. — Não adianta nada fazer nada disso agora, não vai sair assim.
— Para de ser insensível garota – A aspirante à modelo disse entre dentes tentando fazer a amiga calar a boca.
Todos sabiam o quão instável era a relação de Florence com , sabiam que toda hora os dois viviam brigados, sempre procurava se divertir com outras garotas, deixando Florence no fundo do poço.
Era uma relação doentia, doentia demais para encaixar um bebê no meio desses dois.

— A minha vida acabou, vocês tem noção disso? — Florence perguntou enquanto chorava e Josie só conseguia pensar no quão drama adolescente aquilo soava, testes de gravidez podiam dar errado a qualquer momento.

— Um bebê não é o fim do mundo…

— Eu tenho vinte anos — Florence disse sem ao mesmo deixar Nicolette começar com o seu discurso careta. — E o pior de tudo é que o Ashby ou McGee é o pai desta criança. Céus, eu nem sei o sobrenome do pai do meu bebê.

— Florence, eu sei que vai ser difícil para você aceitar isso, para os seus pais, mas a única certeza que você pode ter, é que tirando as diferenças, as brigas, te ama e nunca que ele iria te deixar sozinha em um momento como este. Ele tem vinte e seis anos, não é um adolescente como Landon ou .

— E se…

— Chega de especulações. — Josie deu um basta — Vá lavar esse rosto e se arrumar, temos que ir para a pista daqui a pouco, os rapazes já devem ter chego na cidade.

— Eu não quero me encontrar com . — Florence disse negando com a cabeça e voltando a se deitar.

Então Nick e Josie se entreolharam e puxaram a garota à força da cama.

Josie foi até o guarda roupa da amiga pegando uma calça jeans e camiseta larga que viu pela frente e entregou para a mesma, que já estava dentro do banheiro ainda choramingando enquanto Nick prendia seus cabelos em um belo rabo de cavalo.

— Tem dez minutos para tomar um banho e se trocar. — Nick disse respondendo a mensagem de Landon em seu celular.

— Eu não quero ir assistir à essa maldita corrida. — Florence protestou.

— Se você não quer ir por bem, podemos mandar uma mensagem para do seu celular falando que você não se sente bem e o quer aqui com você. — Josie disse com o celular de Florence em mãos antes de fechar a porta do banheiro.

— EU ODEIO VOCÊS! – foi o que Florence gritou antes de abrir o chuveiro e as amigas comemoraram a pequena vitória em tirar a amiga de dentro de casa.

Nick aproveitou para recolher a caixa e o teste de gravidez da amiga e guardá-lo na bolsa, os pais de Florence podiam entrar no quarto dela a qualquer momento e achá-lo.

— Florence grávida, infelizmente já era algo de se imaginar – Josie disse olhando para as próprias unhas com esmaltes na cor preta descascados.

— Você poderia ser um pouco mais gentil? – Nick pediu a amiga forçando um sorriso.

— Farei o possível. – forçou também um sorriso em resposta.

Josie Cooper era a definição perfeita de uma rebelde sem causa, a família bem estruturada e rica, filha única e mimada de todas as formas possíveis. Além de ser extremamente bonita, ela conseguia arrancar suspiros de vários garotos, menos de um em específico: Healy.

Talvez seja esse o motivo de suas frustrações.

***

Amor, você já chegou? Como foi a viagem? Eu sei, amor, mas é uma pequena viagem de quarenta minutos da casa de até a cidade… Em vinte? Avise à se algo lhe acontecer, eu mato ele. Estou calma, amor… Na pista? Chego lá em dez minutos, sem precisar correr… Está bem, amor… Ei, tem algum problema se eu levar minha nova amiga para ela conhecer vocês? Sem problemas? Tá bom, eu te amo, meu amor.

desligou o celular o guardando no bolso da calça jeans, olhando para com um sorriso de orelha à orelha após ter conversado com o namorado.

se sentia enjoada com aquela conversa e com o número de vezes que chamou o namorado Jake de amor.

As duas estavam patinando no gelo há um bom tempo antes da ligação, fazia questão de contar a história de cada um dos amigos que ela iria apresentar em poucos minutos à .

A garota estava atenta à tudo para não passar vergonha.

queria ser bem aceita pelos amigos da sua nova e única amiga, no momento , que acolheu a garota tão bem desde o seu primeiro dia na cidade, além de terem muito em comum, são vizinhas morando em casas que foram projetadas pelo pai de , Theodoro Ortiz, um arquiteto renomado que tem vários projetos pela região.

Winston morava em Charming, no interior da Califórnia, com toda a sua família antes de seu pai, Harry Opie Winston, tomar a decisão que mudaria suas vidas, mandar sua esposa, Layla, com seus dois filhos, e Kyle para Inglaterra, na intenção de proporcionar um novo recomeço à sua família.

Layla, a mãe de , era uma atriz pornô quando era jovem, e foi cúmplice junto ao marido, Opie, em um assassinato para ajudar a livrar o moto clube no qual ele faz parte, tudo estava prestes a desmoronar, Layla e Opie iam ser condenados e os filhos iriam para um reformatório.

Mas para sua amiga , era Stone, que morava em Albuquerque e quando seus pais se separaram, Layla, que estava cansada da cidade grande, resolveu realizar um sonho de infância que era de morar em uma pequena cidade na Inglaterra para ter uma vida menos agitada.

— Vamos? — disse chamando , que levou um breve susto por estar com a cabeça longe pensando em seu pai na Califórnia.

concordou com a cabeça terminando de guardar seus patins na bolsa e a colocou sobre o ombro, sorriu para a amiga, se aproximou da rua na intenção de chamar um táxi que as levariam para a pista de corridas.

***

Adam equilibrava os três copos de cerveja entre as mãos e se concentrava em não deixá-las cair, avistou seus amigos em uma mesa afastada de todos os foodtrucks e andou até eles, vendo Landon que comia um hotdog e estava tentando se manter limpo com o tanto de molho que aquele lanche tinha, enquanto tentava falar com Florence, e Jake riam fazendo suas apostas na corrida de mais tarde.

— Finalmente! — disse pegando a cerveja das mãos de Adam tomando quase tudo no primeiro gole. Adam deixou os dois copos sobre a mesa sentando-se ao lado de Landon, pegando seu copo de refrigerante que estava vazio.

— Foi mal. Você estava demorando demais, se quiser pode beber a minha cerveja. — Landon disse pegando um copo de cerveja para Adam que bufou afastando o copo de si.

— Não gosto de cerveja.

puxou o copo tomando um gole.

— Obrigado, dude — recebeu uma cotovelada de . — Ei, o que foi?

— Ao trabalho — ordenou pegando o copo de cerveja de terminando de tomar. revirou os olhos levantando-se indo em direção ao grupo de garotos do time de futebol do colégio, mesmo de férias aqueles babacas ainda usavam o uniforme do time.

— Por que a sua irmã não me atende, Colson? — perguntou tentando pegar o copo de cerveja de Jake que levantou o copo no alto impedindo do amigo pegar.

Jake apenas apontou com a cabeça para as três garotas que andavam na direção da mesa atraindo atenção dos demais.

Landon se virou para ver a namorada que parecia desfilar em sua direção e sorriu assim que seus olhares se cruzaram.

Nick soltou-se das amigas correndo em direção à Landon, pulando em seu colo para o beijar calorosamente.

Josie revirou os olhos fingindo vomitar, fazendo Florence rir antes de soltar-se da amiga andando em direção à que a recebeu de braços abertos a abraçou com certa força passando as mãos por seus cabelos.

— Estava com saudades? — Florence perguntou baixinho no ouvido do namorado que se arrepiou por inteiro, gostava de provocá-lo, ainda por cima acabou mordendo devagar sua orelha.

riu dando uma leve apertada em sua cintura selando seus lábios, em seguida a colocando na mesa reservada, sem ao menos se importar se derrubaria algo de seus amigos.

***

estava do outro lado do estacionamento quando viu acompanhada de uma garota, que até então ele não conhecia, saírem de um táxi. As duas andavam de mãos dadas em direção ao foodtruck entre os carros de corrida, quando foram paradas por um grupo composto por quatros rapazes mais velhos que também desconhecia, com certeza deviam ser da região.

Ele não era tão alto como seus amigos, então teve que se levantar ficando em pé no capô da caminhonete para poder observar melhor as garotas, elas pareciam estar lidando bem com a situação, mas quando tentaram passar pelos rapazes um loiro barbudo agarrou o braço da garota que estava com .

Aquilo foi a gota d’água para que deu um pulou da caminhonete e atravessou o estacionamento empurrando todos em sua frente.

— (…)Me solta seu animal quem você pensa que é(…) – ouviu a garota dizer bater no peito do loiro que se atreveu a ir para cima da garota.

— Ela mandou você soltar – disse agarrando o cara pela camisa e o jogando no chão, os três amigos se afastaram, ficou na frente de que abraçava a sua amiga.

— Você tá ficando maluco? – o louro disse ao se levantar rapidamente e vir pra cima de .

acertou o primeiro soco em cheio no olho esquerdo do rapaz, que devido ao excesso de álcool cambaleou novamente para trás, antes que os amigos do louro o segurassem, acertou o segundo soco no nariz, fazendo com que começasse a sangrar na hora.

Naquela altura do campeonato já tinha saído correndo avisar , mas não deixaria de apanhar, os amigos o seguraram sem dó nem piedade começaram a distribuir socos pelo seu abdômen.

se debatia conseguindo acertar um chute bem nas partes baixas de um dos brutamontes, soltando-se do covarde que o segurava por trás, caindo no chão com a mão sobre a barriga.

Os três vieram para cima dele na mesma hora e apenas fechou os olhos esperando a surra que continuaria levando, mas foi salvo por , que não brinca em serviço, junto com os caras do time de futebol.

— Mexeram com as pessoas erradas! – disse ao pegar o louro do nariz quebrado pelo pescoço o ameaçando com um canivete.

O mesmo levantou as mãos em rendição, os três amigos fizeram o mesmo olhando para os caras do time de futebol, , tentou se levantar do chão sem sucesso.

logo se aproximou junto com a sua amiga o ajudando a levantar.

— Quem é ela? – perguntou para entre dentes para não gemer de dor ao ficar em pé. — Você está bem? O seu braço? – virou a cabeça na direção da garota que estava extremamente perto e o segurava.

— E-eu me chamo , relaxa e-eu ‘tô bem, mas você está péssimo! – disse toda nervosa usando toda sua força para levar o seu mais novo amigo para a mesa junto com as outras garotas.

— E a culpa é toda sua! – riu da preocupação da garota cuspindo um pouco de sangue no chão fazendo reclamar de nojo.

Não demorou muito tempo para todos estarem reunidos em volta da mesa dos amigos para saber se o garoto estava bem, a enfermeira da ambulância limpava seu rosto, enquanto tremia de preocupação ao lado da enfermeira e a auxiliava no que fosse preciso.

— No que você foi se meter, ? – ralhou com o amigo ao finalmente se aproximar, vendo o péssimo estado no qual ele se encontrava. — Porra, eram três caras dez vezes maiores que você.

— Três caras dez vezes maiores do que eu, mas mexendo com a e a amiga dela — explicou parecendo óbvio. — Ninguém mexe com as nossas garotas, digo isso para todas! – apontou para em volta da mesa.

— São da torcida do nosso adversário, tem noção da encrenca que nos meteu? – ignorou o fato de ter arrumado briga por conta da , a namorada de um dos seus amigos, mas antes que alguém protestasse em defesa, bufou olhando para a mesma. — Você está bem? Alguém tocou em você?

— Não. Em mim não, mas ele veio pra cima da minha amiga – apontou para fazendo todos os olhares da roda pararem sua direção.

olhou para a garota que segurava a maleta de primeiros socorros para a enfermeira, conseguindo sentir a sua garganta se fechar na mesma hora.

Algo naquela garota lhe causou um sensação estranha. E como algum homem poderia fazer mal à uma garota como aquela? Nitidamente apavorada pelo acontecido e com medo, o estômago de embrulhou-se, fazendo-o desviar o olhar de para imediatamente.

— Seja bem-vinda, espero que esteja curtindo a sua primeira noite de adrenalina pura por aqui – tentou soar o mais rude possível se aproximando do amigo. — Você fez o que era certo.

— Muito obrigado, mas a minha vida já é uma constante adrenalina – rebateu sem desviar o olhar de .

Florence não se sentiu muito segura com aquele olhar da novata sobre seu namorado.

Antes que pudesse retrucar mais uma vez a audaciosa , o barulho do microfone chamou a atenção de todos para a pista de corridas, os carros com música alta foram logo abaixando o som e o pessoal começava a se aglomerar mais à frente.

— Ótimo! Landon e Jake comigo, Adam cuida do e de todas as garotas! — disse de uma maneira controladora que fez com que revirasse os olhos, era claro, ele comandava o grupo de amigos.

— Eu vou na ambulância buscar mais gases – a enfermeira disse ao se levantar.

— Não, não… Eu posso buscar para você – se prontificou em pé ao lado da enfermeira na intenção de ser prestativa.

— Não, meu bem, não precisa! Eu vou aproveitar e pegar também um analgésico para que ele possa tomar pra diminuir a dor. — disse a moça sorrindo para o rapaz machucado.

concordou com a cabeça voltando a se sentar olhando para e o estado que ele se encontrava por sua culpa.

abraçou a amiga pelos ombros, encarou as duas amigas juntas.

— Não foi sua culpa – murmurou ao tentar segurar a mão da garota.

— Foi culpa sua, sim – Josie retrucou ao se enfiar no meio dos dois, deixando um copo de cerveja na frente de . — Trouxe para você, amor.

negou com a cabeça ignorando o fato de Josie chamá-lo de amor.

Sabia que a garota fazia aquilo para queimar seu filme. Afastou a cerveja para Adam, que passou para Florence, que pegou o copo começando a virar gole à gole e Nick arregalou os olhos correndo tirar o copo da mão da amiga.

***

chegou ao encontro do adversário seguido por Landon e Jake, encontrou-se com o louro de pouco tempo atrás com um curativo no nariz e um belo corte no pescoço, ele deveria ter avisado que o canivete tinha sido afiado pela manhã.

— As apostas estão bem altas – o organizador disse olhando para ambos corredores, enquanto mexia no celular vendo o valor das apostas. — Até que a briga de vocês aumentou a eufórica da galera.

— Eu vou terminar de estourar aquele garoto… – o louro disse antes de avançar para cima de e ter sido segurado por todos.

— Calminha aí, abusador, ninguém vai estourar ninguém, seja profissional e não misture as coisas. — disse com um sorriso irônico no rosto, conhecia muito bem o temperamento desse tipo de cara e provocá-lo, faria tudo ainda mais interessante.

Mesmo com uma herança boa o suficiente para manter bem de vida, deixada pelos avós, investia parte de sua grana em um carro de corrida que rodava por toda Europa à fora, triplicando o seu investimento facilmente, grana fácil e dentro das leis, que o mantinha dentro do seus padrões de vida desejado.

— Eu concordo com o nosso querido McGee – o piloto da corrida, Enrico, disse ao andar junto da sua namorada em direção ao seu carro. — Sejamos profissionais.

Se o fracasso pude ser denominado em apenas uma pessoa na face da terra, o seu nome seria Enrico Glash, um rapaz beirando a casa dos quarentas anos que já ficou entre a vida e a morte várias vezes, mas alguém lá em cima gosta muito dele, o livrando nas horas certas.

Enrico sabia do passado de em Belfast por já ter sido um prospect no moto clube. Mas acabou não sendo aceito por arrumar briga com o membro fundador.

— Cadê o seu piloto? – Enrico perguntou acendendo um cigarro.

arqueou a sobrancelha olhando para o carro atrás de si, os seus dois mecânicos apenas negaram com a cabeça não fazendo ideia onde ele havia se metido. Olhou para os amigos Landon e Jake que já começavam a se desesperar olhando para os lados à procura de Hendrix.

Droga!

Tinha se distraído com e por fim acabou nem se dando conta que Hendrix não tinha dado as caras na pista.

***

— Bro, você está louco? Onde você se meteu? Mas é claro que não. Acabei levando uma surra em uma briga aqui não tenho condições nem de levantar da cadeira direito. Onde você está? Red Lodge? vai te matar. O Enrico está aqui, sim a corrida de hoje é contra ele e as apostas estão altíssimas… Hendrix?

olhou para a tela do celular, a ligação tinha sido encerrada, bufou jogando o celular sobre a mesa.

Hendrix Pittman era o piloto que havia conhecido em Belfast, ele também sabia sobre o seu passado e o varria para baixo do tapete junto ao seu.

— Aconteceu alguma coisa? – perguntou para mordendo os lábios receosa.

— Nada pra se preocupar, mas eu preciso ver o . – deu dois tapinhas no ombro de Adam para que ele ajudasse a ficar em pé, seu abdômen doía, esticar só piorava a dor.

, onde está Hendrix? – Landon perguntou com o celular em mãos. – Celular dele só dá ocupado.

— Eu sei. Ele acabou de me ligar…

— Onde ele está? — foi a vez de Jake perguntar.

— Em Red Lodge. – disse engolindo a seco.

— Meu Deus, estamos fodidos – Adam disse soltando de e levando as mãos à cabeça.

— Mas gente, se o Hendrix não vai correr por nós, quem é que vai? – Florence perguntou percebendo a gravidade da situação.

apontou para o seu próprio corpo alegando o seu estado, era óbvio que ele não iria se meter naquela corrida.

Landon tinha carta, mas não era habilidoso o bastante para uma corrida em alta velocidade.

Jake e Adam nunca seriam confiáveis ao ponto de deixar o carro na mão deles.

– Eu vou. – disse ao se aproximar colocando a mochila com os apetrechos que precisaria usar em cima da mesa, ele já havia vestido o macacão vermelho de Henry.

Todos permaneciam em silêncio o observando calmamente vestir o que era necessário.

– Você enlouqueceu? – Florence riu nervosa – Cancela essa corrida agora.

– Eu acho que é você que enlouqueceu, ‘tá louca? Se cancelarmos a corrida perdemos metade da nossa grana investida.

– E qual o problema? Recuperamos tudo na próxima corrida.

– E se na próxima corrida você perder, você vai fazer o quê? – Florence engoliu a seco, não podia acreditar que iria se meter em uma corrida tão perigosa.

– Se você correr, nosso namoro acabou.

Todos olharam para Florence sem entender o que acontecia.

– Está me ameaçando com o nosso namoro? – arqueou a sobrancelha sem entender mais nada. – Florence, você me vê correndo toda hora, qual e a diferença agora?

– Que namoro acabou o quê – Nick se meteu no meio da briga do casal de amigos abraçando Florence – Vamos, amiga, vamos arrumar um belo lugar lá na frente para vermos o chegar em primeiro lugar, vem com a gente, Josie?

– Mas é claro, eu pago a próxima rodada de cerveja para nós e se ele ganhar, a garrafa de tequila é por minha conta! – Josie logo entendeu que se Florence continuasse brigando mais um pouco com iria piorar toda a situação.

Olhou para com sua nova amiga, , e fez questão de ignorá-la.

e , vocês vem com a gente? – Nick perguntou para as duas com um sorriso no rosto, não iria excluir ninguém.

– Vamos? – perguntou para que concordou com a cabeça e saiu logo atrás das garotas, mas antes de se afastar deu uma última olhada para sorrindo timidamente.

— Duas opções – Adam levantou dois dedos e todos o olharam — Ou essa nova garota tem algum problema mental e gostou do Healy, ou está com remorso por ele tem apanhado.

aproveitou Adam distraído e lhe deu um tapa na cabeça.

— Sem tempo pra papinho furado, irmão, vamos à corrida.

***

Florence pegou a garrafa de cerveja e desfilava em direção ao carro de como se estivesse em um desfile da Victoria’s Secret, nem Nick, a própria aspirante à modelo, fazia tanta pose quanto a amiga naquele momento.

Sentou-se sobre o capô do carro e encarou a namorada do piloto adversário como se ela fosse uma presa para atacar a qualquer momento.

— Controle seus hormônios, Colson – Nick disse estalando os dedos na frente do rosto da amiga.

— Aquela briga com foi desnecessária. – Josie disse.

— Essas corridas são perigosa, o Hendrix morrer ninguém se importa agora o ? Querendo ou não é o pai do meu filho. — Florence disse e virou mais um gole de cerveja.

— Espera aí, o que foi que eu perdi? — perguntou ao se juntar ao trio de amigas. — Você está grávida?

— Se não tivesse ido à patinação com a sua nova amiguinha, que fez o Healy apanhar que nem cachorro, saberia que Florence fez um teste de gravidez hoje e que deu positivo. — Josie atacou se sentando no capô ao lado de Florence e segurando em sua barriga. — Temos um baby à vista.

— Sai fora, Josie – Florence bateu nas mãos da amiga. — Ele não sabe ainda e, se depender de mim, nem vai saber.

— Gente eu ‘tô chocada — ignorou as farpas — Eu nem sei o que dizer, parabéns?!

— Parabéns, Florence – disse ao lado de abraçando o próprio corpo.

Antes que Florence pudesse abrir a boca para retrucar a mais nova amiga do grupo, Enrico, o piloto adversário, puxou a garota pelo braço a virando de frente para ele com um sorriso malicioso nos lábios.

— Olha só o que os ventos sopraram para o outro lado do oceano, você está longe do seu clube, senhorita Winston. — Enrico disse em alto e bom tom, fazendo petrificar no lugar arregalando os olhos sem reação. — Veio sozinha ou trouxe a sua maravilhosa mamãe junto? — Enrico olhou para os lados procurando a mãe de .

— Desculpa, mas o senhor deve estar me confundindo com outra pessoa. — disse firme livrando-se das mãos do rapaz sobre seus ombros e deu alguns passos para trás.

— Eu estar me confundindo? – riu olhando para a namorada que negou com a cabeça como se o fato dele se confundir nunca acontecesse. suava frio, não sabia como se livrar daquele assunto. – Eu reconheço um son de longe.

 

NOTA DA AUTORA: AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! Finalmente D.E.S saiu do forninho! Essa aqui é a minha segunda longfic no site. Espero do fundinho do meu coração que vocês gostem. Para quem não entendeu muito bem o começo. Eu me baseei na série Sons Of Anarchy para escrever essa história. E para quem não conhece muito bem; vou deixar a sinopse da série aqui.
“Em Charming, uma pequena cidade fictícia no norte da Califórnia, nos Estados Unidos, habita o clube de motociclistas Sons of Anarchy. O grupo lida com atividades ilícitas como o tráfico de drogas e filmes pornô e é liderado por Clay Morrow (Ron Perlman) e Jax Teller (Charlie Hunnam). Além do esforço para conciliar a sua ocupação com a família e os filhos, eles tem de conviver com suas opiniões diferentes: enquanto Morrow opta pela tradição violenta, Teller se inspira no discurso revolucionário do diário de seu pai falecido.”
Eu já assisti essa série milhões de vezes e cada vez parece que aprendo mais em cada episódio, sério eu super indico! Sem contar que temos o Charlie Hunnam na série QUE HOMEM!
Ah quase me esqueço… Não é preciso assistir a série para acompanhar D.E.S.
Mas adoraria que contassem nos comentários o que acharam?

SEGUNDO CAPÍTULO
engoliu em seco, e suas amigas olhavam para a garota e Enrico confusas com a discussão que presenciavam. Em um pensamento rápido, olhou por cima dos ombros do rapaz, avistando o louro que tinha acabado de brigar com , com o nariz todo machucado e encostado no carro do adversário, foi a oportunidade perfeita para sair daquela situação.
— Qual é a sua? Me deixa em paz – disse fazendo-se de vítima. – Eu não fiz nada pra você vir querer defender o seu amigo. – apontou para o louro que ficou sem entender nada olhando para as garotas ao desencostar do carro, instintivamente todas elas se posicionaram ao lado de .
— Do que está falando? – juntou as sobrancelhas sem entender nada olhando para o louro atrás de si.
— Eu nunca nem vi você na minha vida. – continuou o seu teatro olhando todos à sua volta.
Após ser expulso do clube de Belfast, sabia que sua fama pela Irlanda não andava muito bem. Aproveitando uma carga de armas para os Estados Unidos, achando que poderia dar uma de esperto entrando para o moto clube pela matriz na cidade de Charming, falsificou um pedido de transferência com a assinatura do vice-presidente, tornando-se um prospect.
Um prospect é o membro que cuida de toda a parte suja do clube.
Se sentindo bem acolhido pela matriz, tomou a liberdade de tatuar, sem a permissão do clube, o símbolo do ceifeiro na panturrilha, achando que o faria ser aceito mais rápido, um ato tolo e precipitado, fez com que todo o clube votasse para que ele saísse tendo apenas duas opções para a sua tatuagem: a faca ou o maçarico.
estava saindo da sede do clube indo buscar seu irmão no parquinho quando presenciou o momento no qual Enrico escolheu o maçarico para torrar sua panturrilha.
Não precisou de muitos minutos para Enrico ligar os pontos como <emA mais B, entendendo perfeitamente o que a garota fazia na Inglaterra. Da mesma maneira que fugiu de Belfast para se livrar da vida suja dos pais, a filha de Opie Winston também meteu o pé de Charming para viver uma nova vida.

tinha acabado de vestir-se, andando em direção ao seu carro e conversando com para saber como ele estava se sentindo, quando avistou de longe Enrico batendo de frente com suas amigas, ao perceber que a amiga de estava em sua mira, sentiu uma forte intuição de que precisava defendê-la.
Saiu em passos rápidos e decididos até Enrico, puxou pela mão para que ficasse atrás do seu corpo, encarando o rapaz que não suportava com sangue nos olhos mais uma vez.
Enrico sustentou o olhar de até o conseguindo ler perfeitamente a sua feição preocupada diante toda a situação, antes que o irlandês pudesse dizer algo, deu as costas seguindo ao encontro de sua namorada.
virou-se para que desviou o olhar de imediato.
— E-Eu vou embora – disse olhando para , fingindo estar um pouco atordoada levando a mão à testa.
— O quê? Agora que a corrida vai começar? – Jake perguntou apontando para o carro de .
— Não estou me sentindo muito bem – mentiu respirando fundo – E-Eu realmente preciso ir.
—Tudo bem, pode ir, ninguém vai sentir sua falta mesmo, já causou muito estrago pra uma noite só – Jose disse aproximando-se de , mas ele recuou antes que ela pudesse abraçá-lo.
— Qual o seu problema, Josie? – Nick ralhou cruzando os braços.
— Meu problema é essa aí…
— É sério que vocês vão brigar agora? – perguntou ao interromper Josie antes que ela continuasse alfinetando a mais nova amiga de .
— Viemos aqui para nós divertir, lembram? – Landon comentou. – Todos nós.
— Fica, , quando o McGee ganhar a corrida, a gente vai sair daqui e beber o máximo de cervejas que pudermos. – segurou a amiga pelas duas mãos a olhando no fundo dos olhos na tentativa de animá-la.
Por um momento, realmente quis ficar, mas ao olhar ao redor dos seus amigos encarando o carro concorrente, Enrico tinha os olhos fixos em cada movimento da garota.
A identidade da sua família poderia estar em risco naquele momento.
— Ai, gente, se a garota não quer ficar e perder a melhor parte, deixa ela ir… – Florence disse ao revirar os olhos.
resolveu apenas ignorar abraçando , antes de acenar para todo o grupo despedindo de uma maneira geral, andando sozinha em direção à mesa onde estavam suas coisas.
Adam permanecia por lá cuidando dos pertences dos amigos enquanto enrolava um baseado, ao ver a garota não demonstrou interesse, mas a olhou atentamente assim que ela se afastou ao pegar a bolsa e o par de patins.
Adam não podia negar que a beleza da garota era de se desconcentrar qualquer rapaz, começando pelas curvas bem desenhadas, usava uma calça jeans de cós baixo, deixando à mostra uma faixa da sua cintura, a regata que usava por baixo da jaqueta jeans realçava seus belos peitos e talvez tenham sido eles o motivo da briga mais cedo, seus cabelos castanhos claros e lisos permaneciam presos em uma trança que a qualquer momento podia se desfazer por completo, os fios caídos pelo rosto e aquele olhar penetrante sem um resquício de maquiagem, fez com que Adam quase babasse retirando qualquer piada feita anteriormente.

Antes de jogar a mochila sob as costas, colocou a mão dentro da bolsa e puxando um aparelho celular bem antigo, conferiu se estava com a bateria ligando o aparelho, na lista telefônica que continha apenas um número.

Charming.

***

A adrenalina que corria nas veias de se espalhou por toda a pista de corrida quando ele alcançou a linha de chegada, depois da quinta volta consecutiva em primeiro lugar, ganhar do seu maior inimigo era prazeroso.

Saiu do carro pulando em direção à Landon e Jake, poupando o amigo de mais possíveis dores, o que foi em vão já que todas as garotas também se juntaram o abraçando coletivamente, a euforia dos que torceram e apostaram em podia ser ouvida em alto e bom tom.

Enrico completou as voltas arrasado por mais uma vez ter apostados suas fichas em quem o faria perder, o carro era um péssimo para corridas, mesmo acelerando, o carro não respondia aos seus comandos e foram minutos de raiva dentro do veículo turbinado.

Ao estacionar o carro ao lado de , respirou fundo ao sair tirando o capacete lhe entregando a chave.

— É todo seu, McBee.

— Obrigado, meu querido amigo, Enrico. – disse ironicamente balançando a chave para os amigos.

Enrico revirou os olhos, virando as costas para se afastar, mas uma luz acendeu-se em sua mente o fazendo voltar.

— Quer um conselho de amigo? – Enrico perguntou.
— O quê? – riu arqueando a sobrancelha. — Que conselho?
— Tome mais cuidado com os fantasmas do seu passado, <emson.

Enrico piscou fazendo com que sentisse um arrepio percorrer pelo seu corpo.

Aquilo era um ameaça boba ou realmente alguém do seu passado na Irlanda viria o assombrar novamente?

Seria um novo paradeiro de sua mãe que viajava o mundo? Ou Trinity à procura de um contato?
— McGee – Florence chamou por passando seus braços pelo ombro do namorado que, em um pensamento rápido, pegou a namorada no colo, a girando no ar, tudo para que ela não percebesse o quão abalado podia ter ficado com as palavras de Enrico.

— Festa na sua casa? —Jake perguntou.

— Mas é claro – selou os lábios contra os da namorada, colando seu rosto ao dela lhe estendeu a chave do novo carro. — Iremos estreiá-lo no caminho. – murmurou contra os lábios da morena e enfiou a mão no bolso do macacão pegando o moinho de chaves dos outros dois carros. — Landon, você leva o campeão com a Nick – jogou a chave para o amigo e deu uma piscadinha. — E, Jake, você leva o meu carro, já que o meu namorado não está em boas condições para dirigir. — se referia à , pra quem jogou um beijo no ar.

, eu posso convidar a ? – perguntou antes que o moreno entrasse no carro. — Creio que ela ainda deve estar por perto…

— Não acha que aquela garota já não arrumou confusão demais por essa noite? Ela começou com o pé esquerdo total, , até o escroto do Enrico conhecia ela — Florence disse tentando se livrar do problema.

— Não, ele chegou nela a puxando pelo braço e falando que a conhecia e não estava se confundindo, aí você chegou e ela foi embora, não devia ser nada com nada. — explicou de maneira rápida e deu de ombros.

entrou no carro pensando da onde Enrico poderia ter conhecido a nova amiga de e nessa mesma hora pôde-se ouvir barulhos de tiros.

— Contratou fogos de artifício para a sua vitória e nem nos avisou? — Landon zombou acelerando o carro e dando um beijo em Nick.

— Gosto de viver com muitas surpresas – riu e virou-se para Florence que o encarava de uma maneira estranha, naquele momento ponderou em contar sobre a suposta gravidez. — O que foi?

— Só admirando em como pode ser tão lindo o pai dos meus futuros filhos – Florence soltou antes de beijar o namorado que recuou para trás estranhando aquela declaração.

— Florence, eu não posso ter filhos – disse antes de arrancar em alta velocidade com o carro deixando-a perplexa.

***

assustou Enrico dando alguns tiros em sua direção no chão, fazendo o mesmo pular.

— Wow, como piloto você é um belo dançarino – zombou apontando a arma em sua direção.

— Acho melhor você abaixar isso aí – Enrico pediu virando em direção à – Eu estava na sede no dia que você estava usando aquele carro explodido como alvo para aprender a atirar, por pouco não arrebentou o meu braço.
— Não teria sido má ideia – ponderou lembrando-se daquele dia. – Você deu em cima da minha mãe como ela fosse uma qualquer logo em seguida.
— Porque a sua mãe era uma qualquer antes de Opie… – antes mesmo que Enrico pudesse concluir o que tinha a dizer, mirou no pé do rapaz atirando, o que fez ele pular rapidamente. – Santa Mãe de Deus, garota, qual o seu problema?
— No momento? – ponderou — Você, que está ameaçando o recomeço da minha família aqui na cidade.
— Acredite, você não vai querer recomeçar logo nesta cidade – Enrico negou com a cabeça – Tanto lugar no mundo e vocês conseguiram escolher uma cidade já tomada por segredos?
A curiosidade de ficou aguçada com tais palavras, quais eram o segredo daquela cidade?
— D-Do que você está falando? Que segredos têm essa cidade?
Enrico arqueou a sobrancelha, confirmando mais uma vez suas suspeitas, a Belfast e Charming não tinham participado da confraternização da firma do final do ano, onde você leva a família toda para conhecer a família de todos os funcionários.
Mas ele não iria entregar o jogo tão facilmente para a garota.
— Veja bem, o que te faz acreditar que eu vá contar algo para você com uma arma apontada para mim? – começou a negociar.
— Para de ser bunda mole – revirou os olhos a abaixando – Sabe que eu não iria atirar.
— Não? – Enrico sentiu o alivio percorrer o seu corpo.
Olhou para o céu estrelado rapidamente agradecendo por mais uma chance que havia ganho.
— Só se você fosse tão covarde ao ponto de correr de mim – a americana deu de ombros. — Quais os segredos que esta cidade tem?
— Seu pai não fez mesmo a lição de casa antes de mandá-las para cá? – Enrico perguntou.
— Meu pai sabe que estamos na Inglaterra, não faz ideia da onde, fui eu quem escolhi essa cidade.
— Que dedo pobre, garota. — debochou — Aqui não é lugar para vocês, digo isso para seu próprio bem.
— Por quê? – insistiu tentando captar qualquer tipo de informação observando Enrico atentamente.
— Porque eu estou dizendo que não, deveria ouvir os mais velhos, dizem que são a voz da experiência.
cansou daquela enrolação percebendo que não levaria a nada, voltando a apontar sua arma na direção de Enrico, atirando novamente em seus pés.
— Não tenho tempo para brincadeiras – disse aumentando o tom de voz.
Enrico engoliu a seco, nunca podia confiar-se no inimigo, ainda não tinha aprendido a lição.
— Existe outros sons por aqui, Winston, não pense que é a única. – pode captar a verdade em sua voz através do medo de realmente levar um tiro, sabia muito bem que não arrancaria mais informações de Enrico sem que ele começasse a chantageá-la, então a garota mirou em sua perna esquerda lhe acertando na coxa, antes de lhe dar as costas.
Seus problemas eram muito maiores que Enrico, ela tinha que descobrir quem eram esses outros sons na sua nova cidade.

***

Fiquei sabendo que você ganhou a corrida de hoje, meus parabéns, McGee – Hendrix elogiou assim que o mesmo atendeu sua ligação.
estava sentado em volta da fogueira que acenderam para beber e comemorar a vitória em sua casa, afastou-se dos demais começando a andar para longe pelo enorme campo em sua frente.
— Muito obrigado. – agradeceu – Mas eu sei que você não estava em Red Lodge.
Não estou mesmo, estou em Belfast – Hendrix constatou fazendo arrepiar-se ao saber que sua intuição estava certa. – Recebi uma ligação do clube e…
— Não preciso de detalhes, Coleman – o cortou antes que soubesse mais do que deveria realmente saber.
Certo. – Hendrix sentou-se em uma mesa afastado dos demais integrantes do moto clube, olhando para uma pessoa em especifico que sorria ao conversar animadamente com um rapaz que deveria ser seu namorado. —Estou sentado na mesa que você costumava se sentar… Estou a olhando daqui.
— Hendrix, não faça isso…
Os cabelos estão curtos na altura do ombro, não foi uma boa escolha, seu rosto ficou um pouco mais redondo do que deveria, está usando um vestido verde com detalhes brancos, fez uma tatuagem na mão, não sei muito bem o que é, ela está sentada pois não aguenta mais passar longos períodos em pé…
— P-Por quê? – perguntou sentindo o ar começar a lhe faltar, algo teria acontecido com a sua eterna garota?
Ela está gravida, , chuto de uns oito meses… Ela está realmente enorme. – Hendrix olhava para a mulher se divertindo, com os dedos entrelaçados aos do seu namorado, havia uma aliança de ouro em seus dedos.
— O tempo passa – constatou sentindo o coração se apertar com a notícia, sentiu seus olhos arderem com as lágrimas que insistiam em vir. — Fico feliz que ela tenha encontrado alguém e que esteja formando sua família, sempre foi o sonho dela desde muito jovem.
O silêncio se instalou entre os amigos na ligação, Hendrix sabia exatamente como seu amigo se sentia, mas ele precisava saber para poder seguir em frente esquecendo da sua primeira paixão.
Eu ligo quando estiver de volta – Hendrix avisou o amigo.
— Faça uma boa viagem. – desligou sem esperar mais nenhuma resposta de Hendrix, guardando seu celular no bolso sentindo uma vontade absurda de gritar para ser ouvido os quatro cantos do mundo.
Doía em saber que não existia mais espaço para ele na vida de Trinity.
Florence observava o namorado de longe, fingindo prestar atenção em algo que Josie dizia sobre , quando viu que ele não estava mais em ligação respirou fundo tomando coragem para ter uma séria conversa com o namorado.
— Josie, a gente já fala sobre isso – Florence disse ainda atenta à . – Preciso resolver sobre aquele assunto, lembra? – mordeu os lábios ainda incerta.
Josie apenas concordou incentivando a amiga à ir em frente.
Florence sorriu mesmo que ainda nervosa, andando em direção ao namorado, o surpreendendo com um abraço pelas costas e envolvendo todo seu corpo.
olhou para as mãos da namorada sobre seu peito e fechou os olhos, como podia ser tão egoísta em não aceitar o amor tão puro e verdadeiro que Florence lhe oferecia? Sofrendo por quem provavelmente não deveria lembrar da sua existência.
— Precisamos conversar… – Florence murmurou no ouvido do rapaz que concordou vendo a namorada ficar em sua frente, segurou suas mãos as beijando tirando um sorriso bobo da mesma. — É sobre o que você disse mais cedo.
— O que eu disse mais cedo? – arqueou a sobrancelha, não se lembrando de ter dito algo tão sério. — Olha, se eu fui grosso momentos antes da corrida começar eu te peço perdão, estava pilhado e você veio com aquele papo de querer terminar…
— Não – riu sem graça – Não é sobre isso, , eu também passei dos limites, fiquei com medo de acontecer algo com você e ameacei nosso relacionamento, foi algo bem bobo da minha parte, não precisa pedir perdão.
— Então, o que tem a me dizer, Colson? – perguntou sem esconder a curiosidade.
, quero que seja sincero comigo – Florence pediu.
— Eu sempre sou sincero com você – constatou.
— Você não pensa em ter filhos? – Florence perguntou o fazendo arrepender-se da sua curiosidade.
— Não, não penso – o rapaz apenas negou com a cabeça, não estava compreendendo o porquê de Florence estar tão encanada com esse assunto de família. – Não posso e nem quero.
— Como assim você não pode? Olha, se você tiver algum problema, podemos buscar ajuda médica e resolver…
— Não, Florence – riu sem graça. – Não é nada disso, acredite, está tudo em ordem comigo.
, você já parou para pensar em mim?
— Sim. Você é única pessoa que eu penso, te dou tudo do bom e do melhor, olha o tamanho da minha casa! – apontou para a enorme casa ao fundo. — Já te convidei inúmeras vezes para vir morar comigo e sair da casa dos seus pais, procuro sempre ser o melhor namorado para você, isso não está de bom tamanho?
— E se eu quiser um dia formar uma família com você? – Florence viu soltar de suas mãos dando um passo para trás ainda em discordância balançando a cabeça, não podia acreditar que seus pensamentos eram tão divergentes em relação ao futuro.
— Isso não vai acontecer, Florence.
— Eu tenho o direito do por…
— Se quiser uma família é melhor largar de mim o quanto antes para achar um pai para os seus futuros filhos. – foi duro em suas palavras antes de dar as costas para a namorada, revoltado com todo aquele assunto.
Nick e Landon estavam sentados em cima do capô do carro observando toda a discussão do casal de amigos que gerou a mesma dúvida para ambos.
Por quê não podia, ou melhor, não queria ter filhos?

***

— Está feito! – Kyle disse ao entrar na sala empolgado, que cochilava no sofá deu um pulo, acordando assustada e olhando para o irmão mais novo que também levou um leve susto com sua reação. — Calma, – o irmão disse ainda rindo do susto que deu na irmã mais velha.

— Está feito? Está feito o quê? – perguntou olhando para os lados, se situando onde estava.

— Os cookies, , acabamos de tirar do forno os meus cookies – Kyle explicou para a irmã — O que achou que fosse?

— Nada, só estou um pouco cansada – comentou e logo mudou de assunto, não era da responsabilidade de Kyle cuidar e saber dos problemas de , ele era uma criança e deveria viver como uma, mesmo as vezes sendo difícil de deixar os hábitos da antiga vida.

— Claro que está, chegou ontem muito tarde – o mais novo comentou voltando para a cozinha.
— E para você saber que eu voltei tarde, estava acordando jogando LOL – constatou ao sentar-se no sofá se espreguiçando, aproveitou para ligar a televisão, no jornal local se passava a notícia sobre a corrida de ontem à noite que acabou ganhando destaque após os moradores vizinhos terem ouvido barulhos de tiro e um dos pilotos precisar ir para o hospital.
Droga, se estivesse com o silenciador não teria feito tanto alarde. E também quanto vizinho fofoqueiro.
— O que aconteceu? – Layla gritou da cozinha perguntando e rapidamente mudou de canal, colocando em um desenho aleatório e levantou-se indo à cozinha.

— Não faço ideia, mas depois que eu voltei para casa, algum engraçadinho resolveu brincar com arma e acabou machucando um rapaz. – comentou sentando-se na bancada ao lado do irmão que esperava a mulher desenformar os cookies para comer.

— E como foi com as amigas da ? – Layla mudou de assunto rapidamente tentando amenizar assuntos que envolvessem tragédias perto do caçula.

— Comecei com o pé esquerdo, mas vou dar uma segunda chance à mim mesma e tentar me enturmar – disse confiante na intenção de passar uma boa impressão para mãe. — Fez a matrícula do Kyle?

— Sim – mãe e filho disseram juntos. — Eu vou estudar em um colégio muito bonito, hoje vamos comprar meu material, você vai junto, não é?

— Bom, na verdade, eu estava pensando em ir para Ashfield, em busca de algum emprego.

— Vocês não precisam trabalhar, o papai vai mandar todo dinheiro que nós precisarmos – Kyle repetiu a mesma frase que seu pai fazendo as duas mulheres o olharem. — O que foi? Foi o que ele disse antes de mandar a gente morar aqui.

— Eu sei, filho, mas precisamos de uma ocupação nessa cidadezinha, não é mesmo? Cada um aqui vai fazer o que gosta, já está matriculado no colégio e vai entrar no time de baseball, eu vou me matricular no curso de culinária e quem sabe um yoga? – riu dando de ombros e colocando alguns cookies no prato dos filhos. — , o que pretende fazer? Academia? Aprender outra língua? Eu sempre quis falar português, sabia?

Layla podia fingir que tudo estava bem para Kyle, mas sabia que a mudança não tinha feito bem à mulher, sabia que o fato de estar longe de Opie sem ter notícias constantes lhe assustavam.

A qualquer momento, uma ligação de Charming pelos celulares espalhados pela casa poderia trazer uma péssima notícia que o marido foi preso, ou até mesmo morto.

Mesmo Opie sendo pai biológico apenas de Kyle, tinha um grande apego pelo homem que a criou sem se importar com o laço sanguíneo, como uma forma de retribuir tudo que Opie havia feito durante os anos, ao perceber que o castelo começava a desmoronar, aprendeu a atirar com o seu avó Piney, escondido de sua mãe, mas que também treinava com Gemma para aprender a defender-se e defender sua família.

No clube, nada era mais importante para cada membro do que sua família, não importa na distância, não importa o tamanho da merda em que eles se metiam, a família sempre estaria em primeiro lugar.

? – Layla a chamou jogando uma pequena gota de chocolate em sua direção, a garota balançou a cabeça fazendo a mãe e o irmão rirem. — Ouviu o que eu falei?

— Eu adoraria aprender outra língua – concordou apoiando a cabeça entre as mãos. — E eu só vou junto comprar o seu material, se puder escolher a capa do seu caderno. – disse ao chantagear Kyle que olhou para Layla com os olhos arregalados.

— O que será que ela vai escolher, mamãe? – perguntou o filho e Layla levantou as mãos gesticulando que não fazia ideia.

— Vai ter que deixar para saber o que ela vai escolher…

— Negócio fechado! – Kyle estendeu a mão para que riu ao apertar a mão do irmão “fechando o negócio”.

***

Landon e Nick andavam tranquilamente pelas ruas da cidade de mãos dadas, acenavam para os conhecidos sempre com um sorriso simpático nos lábios, Landon abriu a porta da cafeteria para que Nick pudesse passar, a garota escolheu uma mesa ao lado da janela para se sentar com o namorado.

— Não sei com qual das notícias estou mais chocado – Landon disse ao se sentar pegando o cardápio para escolher o que ia pedir. — Florence grávida depois do ter dito que não poderia ter filhos, ou repentinamente Enrico ter sido baleado.

— Isso não é algo que me choca – Nick deu de ombros – Vamos concordar que ele não é lá flor que se cheire.

— Concordo, deve ter provocado alguém e acabou se dando mal – Landon deu de ombros.

— Nossa preocupação não é ele, amor, nossa preocupação no momento é a relação do e da Florence, você precisa descobrir o que o impede de ter filhos.

— Não é um assunto um tanto quanto delicado para eu chegar a tocar?

Nick encostou-se no banco olhando para fora da janela, seria uma pergunta realmente invasiva, mas ela precisava ajudar sua amiga, mas não poderia comprometer o namorado.

— Deixa pra lá, em algum momento esse assunto vai fluir naturalmente entre vocês. – Nick pegou o cardápio para escolher o que iria pedir.

— Já parou pra pensar que a Florence pode estar grávida de outro cara? – Landon questionou mordendo o lábio inferior.

— Está louco, Landon? – Nick arregalou os olhos ao ouvir a opinião do namorado.

— Foi só um pensamento alto, mas pensa, ela está grávida de quantas semanas?

— Não faço ideia, ela fez o teste mais vagabundo que tinha na farmácia.

— Que eu me lembre há algumas semanas atrás, Florence e estavam vivendo um verdadeiro inferno na relação deles…

— Foi naquela semana quando eu fui para aquele photoshoot em Londres? – Nick perguntou tentando se lembrar quando tinha sido.

— Essa semana mesmo – Landon concordou antes de continuar sua teoria. — viajou com e Hendrix e não falaram nada para onde iriam, Florence pirou sem saber o paradeiro dele e resolveu ir para Red Logde na casa daquela prima louca que ela tem.

Nick ligou um ponto à outro junto com o namorado, chegando à conclusão que sua melhor amiga, Florence, poderia estar grávida de alguma foda rápida na sua passagem pela cidade vizinha, sabia o quão inconsequente a garota podia se tornar ao lado da prima, Grace, que no auge dos seus trinta e dois anos, vivia com uma grana que ganhou processando um ex marido rico, não queria saber de mais nada.

Antes de encurralar a melhor amiga na parede como um rato de laboratório, Nick precisava de provas concretas para incriminar a amiga sobre a traição.

— Nós precisamos ir à Red Logde – Nick disse largando o cardápio em cima da mesa e se levantando.

— Não – Landon riu sem graça – Nós precisamos comer – levantou a mão tentando chamar a garçonete mas Nick segurou sua mão.

— Amor, eu estou falando sério. – Nick disse – Nós precisamos ir à Red Logde.

— Nicolette York, você ficou maluca? Quer sair, viajar assim do nada? Sem mais, nem menos?

— Não estou maluca. A minha amiga está grávida e mentindo para mim, o seu amigo pode ser um possível corno, que vai ficar puto da vida quando descobrir a traição.

— Puto da vida? Como você é modesta nessa parte… – Landon riu imaginando o amigo querendo acabar com a raça de todo mundo envolvido na traição.

— Você quer me ajudar a apagar o fogo ou vai assistir tudo, comendo pipoca, sentado na primeira fila? – Nick perguntou arqueando a sobrancelha.
Landon ponderou a resposta por alguns instantes, sabia que se não fosse junto com a namorada, ela com certeza pediria ajuda para e Josie.

— Mas, o que vamos fazer? – perguntou ao dar-se por vencido.

— Vamos visitar a prima Grace.

 

NOTA DA AUTORA: Socorro que eu consegui sentir essa tensão entre a pp e o daqui!! Eu miro para ter um relacionamento igual da Nick e do Landon, mas acabo tendo um bem mais ou menos igual Florence e , Ó Deus, vamos me ajudar aí!! Espero que estejam gostando até o próximo capitulo xx

 

TERCEIRO CAPÍTULO
Florence e Jake permaneciam sentados no sofá da sala de estar ao lado dos pais, que os obrigavam ver o jornal local com a notícia de que um dos corredores da noite anterior havia levado um tiro. Para os irmãos, não era chocante saber que aquele Enrico sempre se metia com gente que não deveria.

Talvez Enrico possa ter acabado brigando com o dono do carro que corria e ele descontou explosivamente, tinha sorte de estar vivo.

Óbvio que não contariam aos seus pais que conheciam a vítima, engoliam o choque forçando uma imagem calma.

— Florence, onde exatamente o seu namorado estava no momento que Jake ouviu os tiros? – perguntou a mãe como quem não queria nada.

— Do meu lado, dentro do carro. – Florence bufou ao se levantar do sofá. — Não é possível que vocês pensem que o meu namorado seria capaz de uma coisa dessas.

— Perguntar não ofende. – a mulher deu de ombros mudando de canal.

— Ofende sim, eu o amo e logo nós vamos nos casar e ele vai ser o pai dos meus filhos, vocês querendo ou não…

— Se ele não tem culpa no cartório, qual o motivo de tanto estresse? – o pai inflamou a situação.
não é uma pessoa ruim. – Jake defendeu o amigo e namorado da irmã.

— Existe tantos homens melhores por aí, minha filha, quando sua paixonite adolescente por esse rapaz passar, vai ver quanto tempo perdeu da sua vida dando corda pra esse conto de fadas.

Os olhos de Florence começaram a arder com uma imensa vontade de chorar, aquelas palavras lhe atingiam como inúmeras facadas em seu peito.

— O conto de fadas é dela, ela vive o quanto quiser – Jake defendeu a irmã levantando-se do sofá, odiava o jeito que seus pais os tratavam, como duas crianças sem responsabilidade nenhuma.

— Ela perde tempo o quanto quiser, você quis dizer – o pai rebateu o filho.

Florence puxou o irmão pelo braço na intenção de cessar a possível nova discussão entre o pai e o irmão, pescou as chaves do carro no móvel da cozinha, passou a mão pela sua bolsa pendurada na cadeira andando de mãos dadas até a garagem com o irmão, apertou o controle para que o portão da garagem se abrisse dando de cara com e .

— O que você está fazendo aqui? – Florence perguntou de maneira feroz cruzando os braços, depois da última briga não iria abaixar a guarda até descobrir o motivo pelo qual não queria ter filhos.

— Eu sei que o nosso relacionamento não é dos mais fáceis, mas… – colocou os braços para frente do corpo revelando um buquê de rosas vermelhas. — E só pra deixar claro que eu gosto muito de você. – beijou o topo da cabeça de Florence lhe entregando o buquê.

Florence revirou os olhos negando com a cabeça.

— Olha, McGee, eu não quero suas rosas – devolveu o buque deixando sem entender nada. – Não adianta nada você vir aqui dizer que gosta de mim sendo que não quer ter um futuro comigo.

— Florence, eu…

— Me procura quando você tiver certeza do que você quer para o nosso relacionamento, fui clara? – Florence perguntou se afastando indo em direção ao carro, guardou a bolsa no banco de trás entrando no lugar do motorista, deixando os três rapazes sem entender nada.

conseguiu sentir o peso das palavras de Florence, engoliu a seco, jogou as rosas dentro da lata de lixo antes de voltar para o carro liberando o espaço da garagem para que ela pudesse sair com o carro.

— Tenho exame de rotina, querem ir junto? – ofereceu sabendo que nenhum dos dois fosse aceitar. — Nem se a for comigo? – fez bico.

— Já que vai chamar a faça uma amizade sincera com a sugeriu fazendo Florence revirar os olhos. — Não adianta fazer essa carinha de bunda, a garota não fez nada para vocês e quem apanhou foi eu.

— Não posso bancar uma de cupido – Florence se defendeu levantando o vidro vendo desesperado pedindo para que ela abaixasse para conversar.

— Por que não pode dar uma de cupido? Achei que gostasse de mim.

, minha amiga Josie é apaixonada por você, seria traição da minha parte sabendo dos sentimentos dela, jogar uma garota qualquer para cima de você.

— Então, só por que ela gosta de mim eu não transo nunca mais? – perguntou incrédulo e Jake riu alto indo em direção ao carro de Oliver.

— Você transa, mas não com a minha ajuda e nem benção, . – Florence deixou claro dando a partida no carro.

— Tudo bem, eu peço ajuda para – se afastando do carro.

— Mas não vai ter a minha benção. – O lembrou.

— Não preciso disso – mostrou a língua andando para o carro de Oliver.

— Vale lembrar que a última vez que não abençoei, você broxou com a aquela japonesa – Florence gritou enquanto saía da garagem e antes que o amigo pudesse xingá-la, arrancou com o carro pela rua.

***

— Tudo ficou cento e dez euros – disse a atendente da papelaria que a família Foster tinha comprado todo o material para Kyle.

— É engraçado, nós morávamos na Califórnia, tudo era dólar, aqui tudo é euro, ainda não nos acostumamos – Layla comentou na intenção de descontrair com a atendente, mas foi em vão, a mulher era fria, apenas lhe entregou a nota fiscal com as sacolas voltando a limpar as prateleiras.

— Acho que as pessoas não são muito bem humoradas por aqui – Kyle comentou pegando a sacola de compras da mão da mãe.

— Eu acho que é a falta de educação mesmo – disse antes de fechar a porta da papelaria sem ao menos ouvir um “obrigado, volte sempre”.

— O que vamos fazer agora? – Kyle perguntou mudando de assunto.

— Não sei, o que podemos fazer? – Layla passou a bola para decidir.

Antes que pudesse dizer o que tinha em mente para fazer com a mãe e o irmão, Kyle tropeçou na própria sacola de compras que segurava, caindo e batendo a cabeça no chão, o garoto levantou-se com a mão na testa enquanto segurava a sacola, que se rasgou derrubando seus cadernos novos no chão.

— Deixa a mamãe ver, filho – Layla olhou para a mão do filho e viu que o corte na testa não era algo tão preocupante.

— Eu estou bem – Kyle disse se segurando para não chorar olhando para a própria mão que continha sangue de um pequeno corte feito na testa.

pegou os cadernos do chão colocando-os na mesma sacola que estava a mochila, olhou para o outro lado da rua e avistou uma farmácia, mostrou para sua mãe que logo puxou o garoto pela mão para comprar um band-aid.

Para sorte de Layla, o farmacêutico que os atendeu era uma pessoa que esbanjava simpatia e bom humor já que se prontificou a passar um algodão com álcool na testa de Kyle na intenção de esterilizar o machucado, colando também um curativo sem ao menos cobrar nada por aquilo.

— Eu sou nova na cidade, espero encontrar mais pessoas como você – Layla disse apertando a mão do farmacêutico e o agradecendo pela décima vez.

— Você é nova na cidade? – o farmacêutico perguntou arqueando a sobrancelha. — Parece que eu te conheço de algum lugar. – Layla deu um passo para trás segurando a mão do filho e sorrindo sem graça.

Já podia imaginar da onde ele a conhecia.

Ao abrir a porta para que a mãe saísse da farmácia, foi surpreendida por que entrou parando ao seu lado, ele estava todo vestindo de preto, calça preta com rasgos no joelho, uma linda camisa de botões preta aberta, que deixava sua tatuagem no peito aparecendo e, para completar, um sobretudo também da mesma cor.

— Obrigado pela gentileza – disse sorrindo e sentiu seu coração saltitar em seu peito.

— Na verdade, não era pra você – apontou para a mãe e o irmão a esperando do lado de fora, era mais forte do que ter sempre uma resposta rápida e grosseira na ponta da língua. — Desculpa, eu não quis ser grossa. – pediu arrependida.

, eu e Kyle vamos te esperar na lanchonete no final da rua – Layla apontou para a lanchonete. — Se o seu amigo quiser nos acompanhar, será muito bem-vindo.

— Onde estão os meus modos? – fez uma pergunta retórica e tirou a mão de dentro do sobretudo estendendo em direção à mãe de . — Prazer, eu sou Healy, sou um dos amigos da , conheci a sábado na corrida.

— É um prazer te conhecer, é um nome bem bonito, eu sou Layla e esse é o nosso caçula, Kyle. – Layla apertou a mão de , depois foi a vez de Kyle.

— Machucou, garotão? – perguntou olhando para o curativo em sua testa.

— Tropecei saindo da loja – contou um pouco triste com o ocorrido. – Mas vejo que os seus machucados estão bem piores do que o meu.

— O que aconteceu? – Layla perguntou. – Desculpe a curiosidade.

então lançou um olhar para que o olhava de maneira séria sem esboçar nenhuma reação.

— Acabei me envolvendo em uma briga para defender uma garota de um bando de rapazes otários que tentaram mexer com ela. – contou deixando a mãe de surpresa. – Não ligo de estar todo machucado, se a ajudei.

— Ela deve ter ficado muito feliz com a sua ajuda – Kyle comentou. – Você foi um verdadeiro herói.

— Fico feliz que minha filha esteja conhecendo pessoas do bem – Layla comentou. – E se enturmando rapidamente.

— Pode ter certeza que sim – olhou para piscando — Bom, não quero mais atrapalhar vocês, eu vou comprar o que estou precisando e se estiver com tempo dou uma passada na lanchonete, tudo bem?

— Tudo bem, , você vem? – Layla perguntou.

— Mãe, pode ir na frente, eu preciso comprar um negócio também – sorriu sem graça passando a mão por seus cabelos.

— Sem ficar beijando os garotos desconhecidos daqui – Kyle disse e mostrou estar de olho na irmã mais velha.

riu da preocupação do caçula e soltou a porta que tanto segurava.

— Desculpa dizer, mas somos oficialmente amigos. Já passou até uma vergonha familiar na minha frente. – riu lhe estendendo o dedo mindinho. —Amigos?

olhou para o dedo de estendido balançando a cabeça em negação, mas entrelaçando seu dedo ao do rapaz.

— O que veio comprar?

apenas apontou para o seu rosto, aquilo fez perceber que ele estava afim de tratar seus pequenos machucados, então logo seguiu ao corredor do meio achando um kit de primeiros socorros que continha tudo o que o rapaz precisava pra se cuidar, mostrou para o mesmo que murmurou um “obrigado”, mas antes que pudesse pegar o kit de suas mãos, seguiu até o caixa o pagando com seu dinheiro.

— Não precisa fazer isso, disse pegando a nota fiscal para ver quando devia à garota, mas ela foi mais rápida tirando a nota de suas mãos e amassando-a, colocando no bolso da calça.

— Nada mais justo, você está assim graças à mim – deu de ombros antes de sair da farmácia.

— Então, você cuida de mim, enquanto eu te pago um lanche, nada mais justo.

andava em passos rápidos em direção à lanchonete, queria que desistisse de segui-la, mas o garoto permanecia em seu encalço.

— Você não desiste fácil, não é mesmo? – comentou antes de entrar na lanchonete e já foi tirando a jaqueta jeans.

— Eu até poderia ter desistido, mas você ficou com a sacola que eu preciso – apontou para a sacola da farmácia na mão de .

— Ai, , me desculpa – lhe estendeu a sacola, mas antes que ele pudesse pegar afastou sua mão. — E-eu vou cuidar de você.

— Posso pedir nossos lanches? – perguntou com um sorriso tímido nos lábios e concordou dando-se por vencida.

Seguiu até a mesa onde sua mãe estava sentada colocando as sacolas com material do seu irmão ao lado do mesmo, colocou a jaqueta sobre a cadeira e fez o mesmo com o sobretudo, avisou que já voltava, guiou até o banheiro aos fundos da lanchonete.

Era um único banheiro unissex, abriu o kit de primeiros socorros em cima da pia e se olhava no espelho arrumando seus cabelos para trás.

— Quem ganhou a corrida? – perguntou iniciando uma conversa, Matty sentou-se em cima do mármore da pia observando a garota abrir o pacote de algodão e pegar o álcool.

— Deu a lógica. – deu de ombros, qual era a dúvida de em saber que havia ganho a corrida? — Por que foi embora mais cedo?

— Não tinha motivos para ficar, você se machucou, suas amigas não gostaram de mim, aquele outro piloto começou a mexer comigo.

— Espera, o Enrico mexeu com você? — concordou brevemente com a cabeça e bufou indignado.

— Ele merecia muito mais do que apenas um tiro – disse e veio à tona na cabeça de o homem estirado ao chão após o seu tiro certeiro na perna. — O que foi? Não sabia disso também?

— Claro que não sabia. Quem seria capaz disso?

deu de ombros murmurando um “não sei” olhando atentamente para o rosto de , era bem mais bonita de perto, seu rosto sem maquiagem com uma constelação de sardas em baixo dos olhos, o rapaz passaria o tempo que tivesse as observando.

— Mas eu me machucaria de novo se fosse preciso – disse engolindo a seco olhando fixamente nos olhos da garota que passava o algodão sobre sua testa, ela não desviava o olhar do que estava fazendo por nada.

— Você nem ao menos me conhece – riu negando com a cabeça, que galanteios furados.

— Se você me conceder esse privilégio, quero poder conhecê-la melhor – estava afiado demais, começava a desconfiar de suas intenções, não eram nada boas, desviou o olhar encarando os olhos do rapaz que queriam encontrar com os seus, pôde ver sua pupila dilatar e achou graça naquilo.

Stone era a nova obsessão de Healy.

— Eu acho que a sua companheira Josie, não vai gostar nada de saber que você está se jogando para cima de mim. – usou o seu trunfo contra o rapaz.

— Josie e eu não temos nada. – Revirou os olhos.

— Bom, ela pelo menos acha que vocês têm, pelo que deu para perceber.

— Eu sei, mas nós não temos nada, ficamos juntos algumas vezes quando o álcool falou mais alto que a nossa consciência.

— Não gosto quando a consciência de um homem começa a falhar por conta do álcool. – comentou tranquilamente limpando agora a bochecha do rapaz. —Significa que ele não é homem o suficiente, não admite as merdas que faz e joga a culpa na bebida, na minha cidade isso era inadmissível.

— Não vejo Albuquerque como uma cidade que todos tem hábito de beber com frequência. – Foi a vez de dizer, fazendo se dar conta do que tinha dito.

— Se a sua intenção com esse galanteio todo é me levar para cama, desista – mandou a real, resolvendo ignorar a observação do rapaz — Eu só vou para a sua cama, quando eu quiser ir para ela.

— Então é reciproco – aproximou-se mais de que se afastou.

jogou o algodão sujo de sangue no lixo, guardando o álcool de volta ao kit de primeiros socorros, passou a mão sobre o ombro do rapaz o inclinando para frente, podendo assim ficar bem perto do seu ouvido.

— Talvez seja, mas eu pelo menos consigo esconder – desceu a mão do ombro percorrendo todo corpo de tocando rapidamente na sua ereção fazendo o mesmo olhar para baixo, antes que pudesse dizer algo em sua defesa, saiu do banheiro o esperando do lado de fora. — Você não vem? A batata do nosso lanche vai acabar murchando.

piscou vitoriosa em ter ganho o primeiro round de provocações.

Era assim que as garotas de Charming lidavam com uma cidade cheia de babacas, os deixavam aos seus pés.

***

A fumaça pairava pelo quarto, a música alta despistavam os gemidos de Josie, estava eletrizante nos movimentos de vai-e-vem em cima de Adam que aproveitava cada segundo daquela maravilhosa transa enquanto fumava seu baseado, o segurando para que Josie pudesse também fumar.

Ninguém nunca imaginaria que os dois tinham uma amizade colorida, já que podiam contar nos dedos as vezes que conversavam quando estavam reunidos com seus outros amigos.

Após fazer Adam gozar, o que não era uma tarefa muito difícil, Josie deitou-se ao lado do rapaz puxando o lençol para cobrir seu corpo nu antes de pegar o baseado de suas mãos.

Adam abaixou a música deitando-se de lado para admirar a mulher.

— O que acha que estamos fazendo? – Adam perguntou querendo entender o que ela sentia, a amizade colorida que eles tinham era algo muito bom para o rapaz.

Josie hazia tirado sua virgindade, então cada vez, era uma nova experiência.

— Transando – Josie deu de ombros soltando a fumaça para cima. – Chapados.

— É uma boa combinação – riu o rapaz sentindo o seu corpo leve. – Poderia transar chapado com você para sempre.

— Acredite, o para sempre é muito tempo – Josie riu de volta esticando o seu corpo até o móvel ao lado da cama, deixando o resto do baseado no cinzeiro. — Não vamos passar tanto tempo juntos.

— Só não vamos passar se você não quiser – rebateu Adam roubando um beijo de Josie passando a mão pelo seu peito por cima do lençol. — Por que eu quero.

— Eu quero o – Josie confessou ao parar de beijar Adam. – E tenho certeza que logo você vai estar transando com aquela sem sal da , então não temos tempo para o nosso para sempre.

— Ela tem uns peitões – Adam disse apertando o peito de Josie. – Muito maiores que os seus. — Josie estalou um tapa no ombro de Adam que voltou a deitar-se quieto em seu canto.

— E por isso que você vai ficar com ela – a garota incentivou o rapaz.

— Ela nunca vai dar moral para mim. – Adam negou com a cabeça. – Esse tapa doeu, Cooper.

— Pensa comigo, todos do nosso grupo de amigos namoram, menos eu, você e o .

— O que eu tenho a ver com isso? – arqueou a sobrancelha.

— Eu fico com ele, você fica com ela. – Josie disse parecendo óbvio.

— E quando nessa história toda, nós transamos chapados? – Adam perguntou afim de saber sobre algo que era realmente do seu interesse.

— Agora – Josie revirou os olhos antes de se aproximar dos lábios do rapaz o beijando novamente.

***

Florence suava frio no hospital em Red Lodge, nunca foi tão torturante esperar resultados de exames em toda sua vida.

Florence Colson – a enfermeira baixinha a chamou olhando o nome no envelope dos exames.

A mesma levantou-se jogando a bolsa no colo de Lívia, que gemeu de dor jogando a bolsa da amiga de volta ao seu acento.

— O seu exame está pronto, agora é só esperar que vou encaminhar para o médico e daqui a pouco ele vai te chamar para a consulta.

— Posso dar uma olhada no exame? – Florence pediu sorrindo e a enfermeira negou com a cabeça. — Como assim que eu não posso ver?

— O médico gosta de abrir o exame junto com a paciente. – Ela explicou fazendo Florence rir.

— Foda-se ele – pegou o envelope da mão da mulher o rasgando rapidamente e abrindo para ver o que tanto lhe causava medo.

Engoliu a seco olhando para o resultado.

BetaHCG…………………………………………………………………………………Positivo”.

Se com apenas um teste vagabundo, Florence tinha certeza que a sua vida estava por um fio, ler e reler o exame de sangue em suas mãos fez a garota ter certeza que tinha feito a pior merda da sua vida.

— Pode entregar para o médico – voltou a entregar o papel para a enfermeira antes de sentar-se ao lado de jogando sua bolsa no chão e afundando na cadeira.

— Eu nem preciso perguntar se o resultado foi mesmo positivo…

— Cala a boca, cala a boca, cala a boca – Florence pediu tampando os ouvidos com as mãos, foi uma péssima ideia ter pedido para lhe acompanhar, seu humor não estava nos melhores dias e a situação toda causava um stress danado.

revirou os olhos com a reação da amiga, por um lado tinha pena dela, sabia que daqui para frente a sua vida não seria mais um mar de rosas, por outro lado, acreditava que ela merecia aquilo para amadurecer, tornar-se mais responsável e começar a levar mais a sério sua relação com Oliver, sem contar que uma gravidez poderia aproximar Florence novamente de seus pais.

Na cabeça de Florence, apenas um pensamento se passava.

Como contaria a que estava grávida?

Ainda mais, sabendo que havia possibilidades de não ser dele.