The Secrets of Vampires

Sinopse: Vivendo com os Mikaelson’s por mais de duzentos anos, Laura resolveu sair da vida da família quando a situação estava aparentemente controlada. Tudo que a vampira sempre quis foi viver sua vida viajando despretensiosamente, sem precisar fugir quando Mikael Mikaelson aparecia para atazanar a vida dos filhos e, consequentemente, a dela. Então, quando Klaus lhe deu carta branca, a mulher pegou suas malas e saiu pelo mundo. Porém, a ligação de um velho amigo a faz retornar três anos depois para a cidade onde nascera.
Gênero: Fantasia, sobrenatural.
Classificação: 12 anos.
Restrição: Nomes como Thalia, Valentina e Lucy já estão sendo usados.
Beta: Thomasin.

 

Prólogo

Voltar a uma cidade é sempre nostálgico, ainda mais se ela for o lugar onde você nasceu ou, ao menos, passou uma parte da sua vida.
Estou em Nova Orleans já fazem três dias, mas hoje é a primeira vez que resolvo sair nas ruas. O jazz, como sempre, me balança e abraça meu corpo. Dizem que Nova York é a cidade que nunca para, mas duvido que alguém consiga ficar sem dar uns passos de dança quando caminha por Nova Orleans. Meu Deus, como eu consegui ficar tanto tempo longe daqui? Tudo bem que três anos não é muita coisa, mas depois de viajar por todo o mundo, você acaba se esquecendo de algumas coisas. Esquece de como é bom estar em casa.
Depois de uma andada pela cidade e ir até a ponte, meu lugar favorito desde sempre, compro umas flores em uma banca e vou até o cemitério, mesmo tendo noção que lá é o último lugar que estão aceitando a minha espécie.

Paro na frente de um dos menores jazigos de lá, que está todo empoeirado. Algumas flores secas estão espalhadas por ele e eu logo as tiro, colocando no lugar os lírios que comprei. Aproveito também e limpo a placa que estava o nome de quem eu visitava:

Valentina Bush

12/08/1768 – 01/03/1813

Uma amiga prestativa, amada vó e excelente feiticeira

– Oi vó. – sentei no chão sujo do cemitério. Acima de mim, o sol iluminava o lugar. – Faz tempo que não a visito, eu sei. – murmurei. – Mas eu precisava, tinha que viver a minha vida, não é? Ah, eu tenho tanta coisa pra perguntar! Ouvi tantos boatos. Mas a senhora devia já saber disso, não é? Com certeza vê tudo ai do outro lado. – continuei. – E espero que não esteja as ajudando. – do outro lado do cemitério, pude ouvir algo explodindo. Fiquei parada como se aquilo não tivesse me assustado. Levantei do chão e limpei a calça jeans que vestia. – De qualquer forma, vou ajudar meus amigos, a senhora sabe disso. Foi bom vir aqui. Sinto sua falta. – levei meus dedos até o nome dela e fechei os olhos por alguns segundos. – Até mais.
– Está atrasada. – foi a primeira coisa que ouvi quando pisei no bar, que estava vazio, diga-se de passagem. Virei meu rosto e sorri para o dono da voz.
– Você que está sempre adiantado, Elijah. – caminhei até meu velho amigo que estava sentado em um dos bancos do balcão. Na sua frente, dois copos com uma bebida. O vampiro se levantou quando parei ao seu lado e me lançou um sorriso cansado, me abraçando em seguida.
– Senti sua falta, . – sussurrou ele na minha orelha direita antes de me soltar. Elijah voltou a se sentar e colocou um dos copos na minha frente e virei logo o líquido. Bourbon, meu favorito. O gosto de Nova Orleans.
– Também senti. – sentei ao lado dele. – Agora, explica o que tá acontecendo nessa cidade, por favor. Suas ligações semana passada foram tudo, menos claras.

Na semana passada, Elijah Mikaelson me ligou um pouco… desesperado, ou o mais próximo disso. O original me contava que ele e sua família precisavam da minha ajuda logo e se eu não poderia ir pra cidade o mais rápido possível. Eu disse que sim, claro, mas que levaria alguns dias para chegar – eu estava no interior da Itália, na ocasião. E, se mais explicações, Elijah falou que era pra eu ligar assim que estivesse em Nova Orleans, e bem, foi isso que eu fiz.

Elijah soltou um logo suspiro, virou o copo de Bourbon e voltou a me olhar antes de começar a falar:

– Tem um cara, Lucien, ele é um vampiro que o Klaus transformou assim que nos tornamos vampiros. Há algumas semanas ele, Tristan e Aurora de Martel, que foram transformados por mim e pela Rebekah naquela mesma época, chegaram na cidade com a intenção de acabar com as linhagens. – disse ele. – Fizeram a nossa vida, ), um verdadeiro inferno. Com o Tristan, um outro grupo de vampiros da minha linhagem veio, eles pretendiam... me proteger, se protegerem. Virou uma bagunça. Pegaram o corpo da Rebekah, jogaram no mar. – por isso eu fiquei sem notícias dele por um tempo. – Amaldiçoaram ela, deuses, só ela pode fato contar tudo isso pra você. Enfim, Tristan está sendo observado em outro lugar, mas Aurora ainda por ai. Só que, o maior problema, é o Lucien. – Elijah soltou mais um suspiro e se levantou do banco, começando a caminhar pelo bar vazio. – Ele chegou aqui como se não quisesse nada, como se fosse um velho amigo... mas, com ele, tinha uma bruxa junto e... – Elijah parou no meio do caminho e deu uma pausa dramática. – ela tinha profecia que dizia que um de nós seria morto por alguém da família, outro por um amigo e outro por um inimigo. E, os Martel e Lucien, todos eles vieram juntos então imaginamos que a profecia tivesse algo relacionado a eles, mas no fim não era nada disso. Lucien, ele... ele tinha o soro de todas as linhagens de lobos que estão espalhados pelo país, ele fingiu ser nosso amigo, Lala... – o vampiro respirou fundo e voltou a caminhar novamente pelo lugar. Eu não sei onde a história de Elijah me levaria, mas eu tinha muitas perguntas. – ele sequestrou Freya – quem é Freya? – e Vincent e os levou para Mystic Falls. E lá, com a ajuda dos ancestrais, eles fizeram um soro... um tipo de soro, que transformou ele em algo que eu nem sei como pronunciar. – meu velho amigo passou as mãos pelo cabelo e levantou a cabeça, me encarando fixamente. – ), ele tomou o soro e mordeu o Finn. Ele matou o Finn com a mordida dele. A gente tentou salvar, mas ele simplesmente morreu.

Eu ainda estava estática no banco. Naquele momento parecia ser impossível respirar. Matou o Finn com a mordida? Nem Klaus podia matar um original com sua própria mordida. Aquilo era... E os ancestrais ajudando? Elijah me contara nas ligações que os ancestrais estavam tramando algo, mas isso? Profecia? Que isso?! Por que eles não me ligaram antes?

- Eu tenho muitas perguntas, meu Deus. – recuperei minha voz minutos depois. – Você tá querendo dizer que os ancestrais criaram algo capaz de um de vocês? Um original? – O Mikaelson assentiu, voltando a andar em direção a onde estava sentado antes. – Então ele é a pessoa da profecia, certo? – Elijah assentiu novamente. - E vocês tem um plano para acabar com ele, ao menos?

Elijah virou-se para mim, negando com a cabeça e dando um sorrisinho de lado:

- Por que você acha que eu te chamei?

Nota da Autora: Oi gente, tudo bem?! Feliz em postar TSV aqui no site e espero que vocês gostem. Caso alguém tenha ficado perdido igual a PP, não se preocupe, todas as dúvidas serão respondidas em breve. A fic é baseada na terceira temporada da série The Originals, mas não é necessário assistir – por mais que eu super indique, a série é incrível – para compreender a história.
Nos vemos na próxima atualização <3