Since Our First Kiss

  • Por: Luds
  • Categoria: Shipp | Yoonmin
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Sinopse: Uma amizade colorida de anos e uma conversa que pode mudar o rumo dela de uma vez por todas.
Gênero: Romance; Não-ficção
Classificação:  16
Restrição: Shipp Yoonmin (Park Jimin, Min Yoongi); Não interativa; Palavras de baixo calão; Insinuação de sexo
Beta: Thalia Grace

— Então, ele te chamou pra conversar, do nada? — Taehyung perguntou, enquanto levava a mão cheia de pipoca à boca.

Ele estava deitado com a cabeça na minha barriga, atravessado na minha cama, enquanto eu enrolava uma mecha do seu cabelo.

— Não do nada, Tae, nós sempre saíamos nas sextas.

— Já tem um mês que vocês não saem, Chim! Inclusive é por isso que você voltou a me dar atenção. — rebateu, enquanto um bico se formava em seus lábios.

— Até parece, Kim Taehyung. Você é meu soulmate, nos falamos todos os dias, como você ousa dizer que eu não te dou atenção?

— Aish, um homem não pode mais fazer um drama em paz?

— Você extrapola os limites do drama, meu amor! — dei um peteleco em sua testa e depois me curvei para dar um pequeno selar no mesmo lugar.

— Mas Jimin, o que você acha que ele quer?

— Talvez ele queira parar de ficar comigo? Não sei, Tae, e não sei se eu quero pensar nisso também…

— Você já tá cansado de me ouvir falar sobre isso, né?! Você não devia ter começado uma “amizade colorida” com o cara que você é apaixonado desde que tinha 15 anos!

Revirei os olhos, não querendo entrar no mesmo assunto que surgia sempre que eu e Taehyung conversávamos sobre a minha amizade com o Yoongi.

Conheci Yoongi hyung na escola, ele sendo duas séries a frente da minha. Sempre nos demos muito bem, nos aproximamos rápido e nossa amizade crescia a cada tarde jogando vídeo games, ou assistindo os filmes de terror que tínhamos. Madrugadas e mais madrugadas a dentro compartilhando teorias e planos pro futuro: ele, sempre sonhando em ser um famoso produtor musical, perdido entre as letras e melodias que o envolviam desde muito cedo por influência de seu pai músico, e eu, sem ter nem uma ideia do que queria fazer no futuro.

Foi numa tarde ensolarada, às vésperas do meu aniversário de 15 anos, que eu senti pela primeira vez os lábios finos e macios do meu amigo sobre os meus. Eu nunca havia beijado ninguém antes e, como se não quisesse que essa minha primeira vez fosse decepcionante ou amedrontadora, ele se dispôs a me mostrar como era. E assim senti meu coração quase parar.

Ali, eu entendi, eu estava apaixonado por Min Yoongi.

Com o passar dos anos, nossos beijos se tornavam cada vez mais lentos e quentes, as mãos percorriam os corpos afoitos querendo descobrir cada centímetro da derme alheia.

Yoongi fora meu primeiro beijo, meu primeiro interesse amoroso, minha primeira transa e, bom, minha primeira decepção amorosa também.

Nunca consegui esquecer o dia que ele me ligou, afobado, dizendo que tinha transado com Hoseok hyung, seu colega de faculdade, logo no primeiro ano do seu curso. Como eu ainda estava na escola, a nossa relação esfriou um pouco, não nos víamos todos os dias como antes, mas nos falávamos sempre que dava. Ele e Hoseok namoraram por alguns meses e consigo sentir até hoje o alívio que eu senti no dia que meu melhor amigo me contou que estava solteiro novamente e que, aparentemente, namorar não era para ele.

Em minha primeira festa na faculdade, a mesma que ele estudava, por pura coincidência do destino, Yoongi e eu bebemos bastante, ele me apresentou todos os seus amigos, inclusive o seu ex, que descobri ser um cara engraçado e gentil, o que quase me fez sentir bobo por ter o odiado por um tempo, e no final da noite, enquanto ele me deixava no meu dormitório, tivemos nossa primeira vez.

Desde então, a nossa relação tem sido assim: somos melhores amigos todo o tempo e nos pegamos sempre que estamos carentes, ou quando não estamos saindo com ninguém.

Eu havia tido poucos parceiros durante a vida, mais de beijos do que de sexo, para ser sincero, mas não me importava com isso, nenhum dos caras que me relacionei eram ele. E isso já era o bastante pra eu simplesmente perder o interesse.

— A gente pode, por favor, não voltar nisso? Amanhã eu vou descobrir o que ele quer e não ‘tô afim de perder uma noite de filmes alimentando a minha ansiedade. — eu disse por fim, encerrando aquele assunto, esperando que meu amigo me entendesse.

— Certo! Mas, com uma condição… — ele começou, erguendo o corpo para sentar-se na cama, se arrastando para ficar ao meu lado, com as costas na cabeceira. — Vamos assistir filmes de tubarão! — ele finalizou, com a voz animada e os olhinhos piscando em minha direção.

— Taehyung, eu tenho cara de Jungkook pra ficar aguentando você com esses filmes fajutos de tubarão? — falei, revirando os olhos e cruzando os braços na frente do meu peito.

— Não, até porque você não tem o narizinho protuberante, a pintinha abaixo do lábio e nem os dentinhos de coelho do meu bebê. Mas você é meu soulmate, precisa de mim nesse momento e essa é a minha condição pra não tocar no nome do seu hyung o resto da noite. — ele dizia calmamente, já puxando o controle remoto da cabeceira ao lado da minha cama e procurando qualquer um dos seus filmes malucos, dando de ombros.

— Céus, o que eu fiz pra merecer? — suspirei, derrotado, apoiando a cabeça no ombro de Taehyung e me aconchegando nele para tentar prestar atenção no filme e esquecer da minha inquietação inicial.

Contei até três mentalmente e puxei todo o ar que consegui antes de abrir a porta do pequeno restaurante que Yoongi havia escolhido para nos encontrarmos. Era um lugar simples, mas incrível. A luz baixa, as paredes num tom de terra, com pinturas de paisagens naturais dispostas aleatoriamente traziam uma sensação boa de casa.

Pensando pelo lado positivo: se o hyung me dispensar, pelo menos o lugar que ele escolheu pra isso vai amenizar o baque.

— Jimin! — ele levantou assim que me viu e eu senti meu corpo todo tremer ao ouvir sua voz grave.

— Oi, hyung. Quanto tempo… — me aproximei dele e passei um braço pela sua cintura, dando um abraço rápido e logo me sentei na cadeira a sua frente na mesa.

— É… Ahn, desculpa por isso. As últimas semanas foram um caos lá na produtora! Namjoon e eu ficamos atolados e o tempo que eu conseguia ter livre, eu revezava entre comer e dormir. — ele soltou uma risada fraca enquanto falava, respirando fundo e relaxando os ombros, como se seu corpo estivesse relaxado só de falar sobre aquilo.

— Você sabe que não pode deixar o trabalho te consumir assim, né?! Hyung, você precisa pelo menos se alimentar direito e tirar umas horas pra descansar! Você vai adoecer desse jeito! — me ajeitei na cadeira, virando a cabeça para o lado, analisando o homem a minha frente e absorvendo cada detalhe que eu tanto amava, e sentia falta.

— Tá tudo bem, pequeno. Fica tranquilo que eu tô dando o meu melhor pela minha saúde, ok?! — ele respondeu, mostrando seus dentinhos que eu tanto amo, em um sorriso aberto.

— Pequeno? Yoongi, eu já disse que sou só um centímetro mais baixo que você! – fiz um bico nos lábios enquanto cruzava meus braços, tentando parecer sério e ignorar o calor que subia pelas minhas bochechas ao ouvir o apelido carinhoso.

— Tudo bem, senhor Só-Um-Centímetro-Mais-Baixo. Me conta sobre o seu trabalho, fez alguma apresentação nesse mês? — ele perguntou genuinamente interessado e apoiou o cotovelo na mesa, segurando seu queixo em sua mão, prestando atenção em mim.

Sorri ao ver a cena. Sempre me sentia importante e interessante toda vez que Yoongi perguntava sobre as minhas coisas, mesmo que fossem as mais bestas.

— Sim! Eu e o Kookie participamos de um teatro, acredita? Na verdade, era um musical infantil, eu nunca tinha feito antes, mas eu amei, hyung! Foi incrível dançar no meio das crianças. E, depois disso, alguns pais vieram perguntar se nós dávamos aula em algum lugar e eu contei sobre a academia e, adivinha? Agora tenho uma turminha infantil.

—Jura? Isso é incrível, Jimin! Eu tô tão orgulhoso! E como é dar aula pros pentelhos? Você se deu bem com eles?

—No começo eu apanhei um pouco pra me impor, sabe? Eu não sou muito bom em dar ordens, mas aos poucos estamos nos entendendo. Eu tô feliz com essa experiência nova.

Ele me deu um sorriso aberto e antes que pudesse responder, o garçom chegou até a nossa mesa e logo fizemos nossos pedidos.

O resto do nosso jantar correu tranquilo, colocamos todos os nossos assuntos do mês em que estávamos mais afastados em dia, Yoon me contou tudo sobre os novos projetos da produtora que ele tinha com o Namjoon, seu amigo de faculdade. Enquanto eu contava as histórias engraçadas de alunos da academia.

Logo que me formei na faculdade de dança, após passar o último ano da escola pesquisando a fundo sobre qual seria o curso ideal pra mim e descobrindo o quanto eu era feliz só de pensar em ser dançarino, eu e Jungkook, meu amigo de curso e namorado do Taehyung, entramos para uma companhia pequena de dança, onde fazíamos apresentações em festivais e, muitas vezes, participávamos de pequenos concursos. Lá dentro conheci Yuna, que tinha o sonho de abrir uma academia – não só de dança, mas que pudesse trazer muitas opções de artes para os alunos – e me chamou para ser professor de lá. Aceitei prontamente e comecei minha saga como professor.

Quando terminamos de comer, Yoongi me chamou para irmos ao seu apartamento, era quase como antes, mas ele não parecia muito confortável ao meu lado. Na verdade, apesar da noite ter sido agradável e da nossa intimidade, devido aos anos de amizade, eu percebi o quanto Yoongi estava estranho e aquilo não me deixava muito feliz.

— Então quer dizer que o Jin hyung e o Nam hyung conseguiram mesmo a liberação pra adoção? Tipo, eles vão mesmo ser papais? — perguntei, arregalando os olhos, enquanto levava minha garrafa de cerveja a boca.

Estávamos sentados no chão da sala do apartamento do Min, ele havia trago duas cervejas para nós e eu esperava que, pelo menos bebendo um pouco, ele voltasse a agir normalmente.

— Sim, Minnie, eles vão ser papais. Quando você me falou sobre os seus alunos, eu lembrei da novidade, mas depois esqueci de contar. — ele deu uma risada fraca, bebendo um gole da sua cerveja também.

— Eu amei isso! — respondi com um sorriso, imaginando como seria engraçado aqueles dois criando um serzinho.

— Eu quero ver como os dois vão se sair. Eles já estão babando antes mesmo de levá-la pra casa!

—Ela? É uma menina? Ai, meu Deus, Yoonie! Como vai se chamar?

— Yeji! Kim Yeji. Não é lindo?

— Sim! Ah, eu fico feliz por eles. Acho que nunca parei pra pensar em ser pai, sabe? Eu amo criança, mas eu não sei se eu seria um pai responsável… —soltei uma risada fraca, terminando minha cerveja com um gole e deixando a garrafa de lado no chão.

— Olha, eu te conheço bem e posso dizer que você será um ótimo pai, quando não estiver disputando quem é a criança da casa. — Yoongi disse, olhando para mim com um sorriso debochado nos lábios.

—Min Yoongi! -— rebati, empurrando seu ombro com o meu, sem render muito a birra, logo deixando escapar uma risada baixa.

—Falando sério, Minie, depois daquele verão em que ficamos responsáveis pelo meu primo de 6 anos e saímos vivos, nós dois provamos que damos conta!

Sorri com a lembrança do verão em questão. Eu tinha 14 anos, o Yoongi tinha 16 e seus pais e tios passariam um final de semana na praia, descansando, e acharam uma boa ideia deixar o primo menos calmo de Yoongi sob nossa responsabilidade.

Ele era um pestinha, confesso, por pouco não o perdemos no parque, mas no final do dia, quando deitavamos para assistir desenho e comer sorvete, a sensação de dever cumprido era satisfatória.

— Você tem um ponto! -— apontei meu dedo para ele, rindo alto em seguida e sendo acompanhado pelo meu amigo.

— Jimin… — Yoongi começou, parando de rir aos poucos e soltando o ar pela boca, antes de colocar sua cerveja ao seu lado no chão e se virar para mim. — Precisamos conversar.

— Eu percebi, mas não quis te pressionar a falar logo de uma vez. Você parece desconfortável, eu fiz alguma coisa?

— Não! Não é isso. É que… — ele chegou perto de mim e pegou minha própria bebida, dando a garrafa o mesmo rumo da dele no chão. — Você lembra quando começamos com a nossa amizade, ahn, colorida? — Yoongi olhava nos meus olhos e levou uma de suas mãos até a minha, que estava em cima do meu colo.

— Lembro, hyung. — meu tom de voz saiu mais baixo do que eu esperava, talvez pelo medo que começava a crescer dentro de mim.

— O que nós prometemos um ao outro, Jiminie?

— “Vamos ficar juntos quando estivermos com vontade, solteiros e enquanto não gostarmos de alguém.” — suspirei ao acabar de falar, lembrando das palavras que trocamos deitados na cama pequena do meu dormitório, logo após nossa primeira noite juntos.

— Isso… Olha, eu não sei como te dizer isso, na verdade, tem um tempo que eu penso em falar, mas quando chega a hora, eu simplesmente não consigo. — meu amigo dizia tão baixo quanto eu, não conseguindo decidir se olhava para o teto, ou para as nossas mãos juntas, tentando criar coragem para dizer o que queria e minha mente, por um momento, desligou.

Aquela era a hora. Depois de anos amando o meu melhor amigo e nutrindo todo esse amor unilateral a cada beijo, toque e carícias trocadas, ele iria terminar comigo. Provavelmente porque se cansou. Ou, pior, porque conheceu outra pessoa.

Talvez tenha sido o Mark, um produtor que havia sido apresentado ao Yoongi no trabalho e que passava algumas noites trabalhando junto com ele. Talvez eles tenham se apaixonado e agora eu havia perdido o cara que eu sempre amei para sempre. Meu estômago embrulhava e eu já sentia as lágrimas se formando nos meus olhos enquanto pensava no quão burro eu era, se ao menos eu tivesse a coragem de dizer…

— … e eu descobri que eu estou apaixonado por você. — ele terminou de falar e meus olhos se abriram ainda mais ao ouvir suas últimas palavras, me tirando completamente dos meus pensamentos.

— Você o quê?! — ainda surpreso demais para pensar, me afastei do seu toque e me levantei, levando minhas mãos aos meus cabelos, jogando-os para trás numa tentativa falha de conter toda a bagunça que estava a minha cabeça.

Min Yoongi tinha dito que era apaixonado por mim? Não. Não podia ser. Era só a minha mente me sabotando, de novo.

Yoongi levantou devagar, com o lábio inferior preso em seus dentinhos, coçando os cabelos da sua nuca, enquanto se aproximava receoso de mim.

— Desculpa, Jiminie. Não se afasta de mim por isso. Era por isso que eu não queria dizer isso a você, mas eu não consigo mais esconder isso, me perdoa! Eu sei que nunca tive e nunca vou ter chance com você, porque, bom, você é o cara mais incrível que eu já conheci na minha vida e eu sou só… Eu. Mas você é o meu melhor amigo, eu não sei como seria a minha vida sem você, então eu estou sendo egoísta o bastante pra vir aqui, me declarar e te pedir, Jimin, por favor, não se afasta de mim. — Yoongi despejou tudo de uma vez só, os ombros caídos e a voz cada vez mais baixa, os olhos fitando o chão.

E foi aí que a minha ficha caiu. Então, eu ri. Ri alto. Gargalhei como nunca antes, ajoelhando e me levantando novamente, sentindo todo o medo e os sentimentos estranhos saírem de mim a cada risada que eu dava.

— Meu Deus! Yoongi! — falei após me recuperar do surto de risos, olhando bem para o homem a minha frente, mordendo meu próprio lábio antes de falar tudo aquilo que estava entalado há anos dentro de mim.

Cheguei mais perto dele e levei as minhas mãos até seu rosto, fazendo-o olhar para mim, já que durante o tempo em que eu ria, ele só se encolhia mais e olhava para baixo, provavelmente esperando que eu estivesse rindo dele.

Ao ter a certeza de que seus olhos estavam em mim, eu comecei:

— Eu sou apaixonado por você desde o meu aniversário de 15 anos, Yoongi. Eu me apaixonei desde o nosso primeiro beijo. Como você pode dizer que você é só você? Você é simplesmente a minha pessoa favorita no mundo! Você me inspira a querer ser sempre melhor, fazer sempre o meu melhor. Eu te amo, hyung, como eu nunca amei e, com certeza, nunca vou amar alguém.

Eu já sentia meu rosto molhando com as lágrimas que caiam enquanto eu dizia tudo aquilo olhando nos olhos do Yoongi. Sua boca estava aberta, tanto quanto seus olhos, perplexos ao me ouvir.

— Eu não posso me afastar de você, porque eu simplesmente não consigo ficar sem você. — completei, fungando baixinho e esperando sua reação, enquanto acariciava suas bochechas gordinhas com as pontas dos meus dedos.

— Isso é sério? Você me ama? — ele soltou, como se contasse um segredo, piscando várias vezes antes de juntar ainda mais os nossos corpos e segurar meu pulso com uma mão, enquanto a outra levava em meu rosto, tentando secar as gotinhas que caíam dos meus olhos.

— Amo. Muito. Mais do que eu imaginei que pudesse amar alguém. — balançava a cabeça enquanto dizia e logo colei minha testa na dele, fechando os meus olhos e respirando fundo, tentando absorver todos os sentimentos bons que estavam tomando conta de mim.

— Eu te amo, Jimin. Puta que pariu, eu te amo pra caralho! — sua voz aumentou alguns tons enquanto seu sorriso abria e ele apertava seu abraço, tentando de alguma forma fundir os nossos corpos.

— E o que você tá esperando pra me beijar, então? — abri minimamente os olhos para encará-lo, voltando a morder meu lábio inferior, ansioso.

A resposta não veio, em seu lugar, a boca de Yoongi tocou a minha da forma mais leve que era possível no momento. Sua mão, que antes estava em meu pulso, foi de encontro a minha nuca, segurando minha cabeça enquanto ele virava a sua para encaixar melhor as nossas bocas e passar a ponta da sua língua onde meus dentes ainda seguravam. Cedi passagem a ela e todo os resto desapareceu.

Era como a primeira vez, todos os sentimentos que continham naquele beijo estavam aflorando em mim como se fosse a primeira vez. Segurei com um pouco mais de força o seu rosto nas minhas mãos enquanto sentia as nossas línguas se enroscando, como se conversassem entre si.

Fui sendo guiado, de costas, até encontrar a parede mais próxima e sentir as mãos do moreno passando por toda a extensão da minha cintura e nuca, deixando pequenos apertos que aumentavam a medida que o beijo se tornava mais intenso. Eu mordia, sugava e lambia lentamente toda a extensão dos lábios e língua do homem a minha frente e era correspondido a altura, sentindo arder dentro de mim toda a excitação do momento e sentindo todo o meu corpo clamando por mais.

Desci minha boca até seu pescoço e não tardei a deixar beijos molhados e mordidas fracas em toda aquela pele branquinha e cheirosa, escutando murmúrios e gemidos roucos saindo da boca daquele que estava me enlouquecendo.

— Hyung, quarto… Agora. — sussurrei entre os beijos e senti as duas mãos de Yoongi me segurarem pela bunda, me ajudando a pegar impulso para subir em seu colo, contornando minhas pernas em seu quadril.

O Min continuou me dando apoio com um dos braços e levou sua outra mão até minha nuca, me fazendo olhar em seus olhos. Estávamos uma bagunça ofegante e desesperada, e eu não poderia estar mais feliz.

— O que você quer, Jimin? — ele disse, antes de morder meu lábio inferior e suga-lo devagar, soltando logo após, para ouvir a minha resposta.

— Eu quero você, hyung. Eu quero que você me foda. — soltei tão baixo que se não estivéssemos grudados, seria difícil do mais velho escutar.

E olhando nos meus olhos, ele respondeu: — Então o hyung vai dar o que você quer.

Naquela noite, fomos um do outro como nunca havia acontecido antes. Fizemos juras de amor durante toda a noite, em meio a cada beijo, a cada gemido, a cada investida. Estávamos apaixonados e não precisávamos de nada mais.

Fim.