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[COLUNA] Para todos os garotos que já amei: Por que os clichês adolescentes ainda nos cativam?

Ano é 2020 e a colunista que vos escreve ainda é apaixonada no personagem de Heath Ledger em 10 coisas que odeio em você, que faz aquele show para menina na arquibancada e nos faz acreditar que os famosos bad boys tem um lado romântico.

Falando em Bad Boys, o filme Tudo e Todas Coisas traz um que faz você se apaixona por Ollie em suas eternas camisas pretas, que te faz querer um desses em sua vida e do fruto da imaginação de milhares de garotas, nós imaginarmos quando um par perfeito vai esbarrar no meio do corredor durante as aulas, ou que seu crush de anos recebeu a carta que você tinha escrito quando deram seu primeiro selinho.

Admito, sou muito Lara Jean nesse momento.

Os clichês adolescentes sempre trouxeram os meus desejos reprimidos, afinal, quem não quer que o cara mais bonito do colégio se apaixone por si? Ou o ator famoso? Vampiro com mais de 100 anos? O irmão do seu melhor amigo? Seu melhor amigo? Um príncipe? Cantor? Aquele carinha fofo e nerd que a protagonista não percebe até os minutos finais do filme? Chefe? Seu novo vizinho? E ser uma princesa? Bruxa? Fada? Aquele homem com passado atormentado? Eu quero todos e, principalmente, Lee Jong Suk do Romance is a New Book, porque somos viciadas em ver homens demonstrando amor e carinho e, principalmente, consumimos cada um dos filmes, séries e dramas com todo o nosso amor do mundo.

Porque todos gostamos de romance e, apesar dos dramas, nós gostamos de nos imaginar no lugar de todas as protagonistas desses filmes, dramas, séries, e você vai me dizer que nunca quis a ser Elena? Ou a Gabriella?

Quando veio a ideia dessa coluna, veio uma lista infindável de títulos de romance para saciar a sede romântica de qualquer viciada nesse gênero: Como perder um homem em 10 dias, Minha Super Ex-namorada, Ela é demais para mim, Ela é o Cara, Maldita Sorte, Sorte no Amor, Ela e Os Caras, Quando nos conhecemos, Madrinha De Casamento, se forem citados nós chegaremos a 100 páginas, acredite Apesar do tema romance, ele está no Natal, no Ano Nova (olá, High School Musical), no último verão do Ensino Médio, Medieval, na Itália, no Japão, no Hospital, e onde você deseja haverá romances de todos os tipos, de todos os gostos e com mais variados protagonistas que irão tirar o nosso fôlego com seus gestos românticos.

Eu sempre amei do fundo da minha alma o Coração de Cavalheiro com as músicas de rock misturando ao estilo medieval da época, e trazendo Heath Ledger de novo como protagonista, mesmo que não seja um clichê. Levante a mão quem nunca gostou de homens lutando por amor? E secretamente desejamos ser esse amor.

Afinal, o que todos eles tem em comum?

Os beijos de tirar o fôlego, os personagens fofos e com caras de bebês. Apesar dos meus 23 anos, eu ainda dou gritinhos de alegria quando vejo Noah Centineo em cena no filme Para todos os garotos que já amei e Sierra Burger is a loser, além dos romances mais adultos como Sexo Sem Compromisso (apesar do título, é sim uma comédia romântica) e Amizade Colorida que trouxe fantasias de adolescente com Justin Timberlake no papel, apesar de eu ser mais no momento Gerard Bulter, em seus papéis como a Verdade Nua Crua que ele me fez rir com suas piadas sujas, e no clichê dramático que me fez chorar horrores em P.S: I Love You, e me fazer querer aprender futebol em Um Bom Partido, mas ele está lindo de morrer em Deuses do Egito que traz o nosso Robin de Titãs no papel principal.

O clássico o irmão do meu melhor amigo em A Barraca do Beijo, e também temos o melhor amigo em Deixe a Never Cair que traz casais apaixonantes que faz você deseja ser a protagonista durante um clássico de natal, e se desejamos clássicos de natal, a lista ainda traz O Príncipe do Natal, A Princesa e a Plebeia, O Feitiço de Natal  e Um Passado de Presente que nos enchem de clichês com aquele filme bem natalino.

Gatos, Fios Dentais e Amassos que trazem a transição dos 14 para seus 15 anos de idade, em que eu ri das questões triviais que eu também passei na mesma época com menos é claro garotos ao redor, assim como Naomi & Ely: E a lista dos não beijos que trouxe amizade, amor e muitos clichês adolescentes.

Quem nunca viu Garotas Malvadas? Alguém sempre se perguntou como seria a Regina George da sua classe? Eu tive, e infelizmente, ela me odiava, e quando penso na época da escola, eu também imaginaria como a selva na África com bando de animais repletos de feromônios, mas sabemos que todos passam por isso, até mesmo terem uma Regina George na vida.

Eu sempre quis ir num High School Musical, e imaginava se algum dia veria alguém cantando do nada no meio do refeitório da faculdade? Até hoje tenho a cara da Gabriella numa almofada (obrigada, mãe!), e lembrei da comédia, meio que clichê também de 17 Outra Vez com o eterno Troy Bolton que traz questões como identidade, vida adulto e gravidez na adolescência, apesar do clima leve e descontraído do filme.

Juno, seria um clichê? Quando assisti pela primeira vez foi… Impactante, a trama gira em torno de questões delicadas que na época, apesar de ser drama e comédia, o filme trouxe questões de amor e gravidez na adolescência que me fizeram refletir até hoje, o que eu faria no lugar da protagonista? Mas isso é papo para outra coluna (quem sabe, não é?), Mas apesar do enredo meio dramático, eu considero Juno como parte dos clichês que me cercaram antes hoje, pois além da parte do drama, me fez ver como as pessoas podem agir diferente por você… Ser diferente.

E surgiu nesta coluna As Excluídas, que eu ri horrores e trouxe meu casal de Victorious, e eu fiz muita fanservice quando eles se beijaram em cena sim, e mesmo para comédia romântica, o enredo trouxe questões como: identidade, formatura, o futuro e o famoso “o que nos iremos fazer depois do ensino médio?” E todas as protagonistas, apesar de que eu sou muito crush da Victoria Justine, eram um pouco de mim na adolescência. E também uma das produções mais recentes seria Você Nem Imagina, você torce muito pelo casal até o final.

Sou a Ellie Chu com as cartas, e também tenho um pouco de Lara Jean dentro de mim.

Durante a adolescência meu amor pelo sobrenatural surgiu, apesar da minha idade como dito anteriormente, ainda poderia morrer de amores pelo Edward Cullen, apesar de que meu crush era mesmo no Carlisle, e não gostaria de levar uma mordida do médico da família Cullen? E apesar disso, eu também tiver crush pelos temíveis e cruéis irmãos Salvatore, e admito que amava o Damon mais do que tudo nesse mundo e até hoje imagino se um dia poderia levar uma mordida dele.

Meus clichês não se resumiram apenas as comédias norte americanas, apesar dele ser a maior fonte dos meus desejos de adolescente como ter um carro aos 16 anos e, como descendente de japoneses, eu sempre fui apaixonada por animes de diversos gêneros, mas principalmente os shoujo¹ que eram como as comédias românticas, e eu sentia que queria ser a protagonista porque a arte era maravilhosa e o clichê mais ainda, e a primeira protagonista era Kimi Ni Todoke que era Kuronama Sawako que sempre fora tímida, e me representava real no ensino médio (e o anime é lindo, assistam), e tivemos Ao Haru Ride que fez chorar em algumas cenas, e com os temas abordados mesmo para uma animação japonesa que traziam amizade, questões de autoconhecimento e principalmente sobre o primeiro amor.

Apesar de antigo, quem nunca se apaixonou pelo Darcy? Eu vi primeiro a versão zumbi, e me apaixonei pelo Darcy de Sam Riley (o mesmo ator que faz Diaval em Maléfica), e depois me apaixonei pela versão de 2005, e me trouxe para os clássicos como Razão & Sensibilidade que trouxe Alan Rickman como meu objeto de desejo no filme, e Mary Shelley que trouxe tragédias e autodescobertas pela protagonista.

Mencionar a Culpa das Estrelas traz lágrimas ao pensar que os clichês estão ganhando espaço com esse tipo de trama, para quem viu o filme e leu o livro, você deve me entender? E assim como a Cinco Passos de Você que foi o mais recente que assisti, e me fez chorar feito bebê com o Cole Sprouse no papel do bad boy Will, e outro Will que também tinha traços de bad boy em Como Eu Antes De Você que fez crê que Sam Claffin amava me fazer chorar assim como me fez chorar na saga de filmes Jogos Vorazes, apesar de que ele supriu meus desejos românticos com Lily Collins em Simplesmente Acontece, apesar dos percalços dos dois (afinal, nós amamos um drama, não é?), Perfeita Para Você traz uma questão parecida com os citados anteriores, como vida e morte, e choros no final.

E se você gosta de comédias românticas, mas está no término do relacionamento, Como Superar Um Fora, Escola de Solteiras, Felicidade Por Um Fio, Comer, Rezar e Amar e Alguém Especial vão te fazer chorar, acredite, mas rir também, pois a risada é o melhor remédio depois de um término.

No final, concluímos que desejamos um par perfeito para dar match com gente. Então, qual vai ser a sua próxima dose de romance?

Por Laís C.