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[REVIEW] Maroon 5 em Brasília

[REVIEW] Maroon 5 em Brasília

No dia 03 de março, o Maroon 5 fez seu segundo show da 2020 tour no Brasil, no Estádio Mané Garrincha em Brasília. Depois do desempenho bastante criticado na apresentação feita em um festival no Chile (com direito a pedido de desculpas do Adam Levine), grande parte do público estava apreensivo sobre como seriam os shows aqui.

Pontualmente, como costumam ser, Adam subiu ao palco às 21:30 e o show começou com um solo de guitarra do mesmo, a banda apareceu em seguida já embalando o primeiro hit deles. This Love fez todo o estádio cantar e pular. Não optando pela cronologia dos álbuns, emendou uma música mais recente, What Lovers Do, voltando às mais antigas Makes me Wonder e Payphone.

Logo foi possível ver que banda estava passando energia para o público e que tinham presença de palco também, apesar da pouca interação direta com a plateia. Dos sucessos mais antigos, tocaram Sunday Morning e Harder to Breath, dos mais novos Wait e Cold, mesclados com Maps, Moves Like Jagger, One More Night e Animals.

A primeira parte foi finalizada com Sugar, que a plateia cantou em peso e os ovacionou. A banda agradeceu e saiu do palco logo em seguida. Após uma breve pausa retornaram ao palco com o single mais novo, Memories, e antes de cantarem Won’t Go Home Without You, Adam explicou que essa música geralmente não faz parte da setlist da turnê deles, mas que por alguma razão que eles desconhecem, a música fez um sucesso enorme no Brasil e por isso eles cantam ela aqui.

She Will Be Loved veio em seguida, como não poderia faltar e a banda encerrou numa pegada mais alegre com Girls Like You, que mais uma vez movimentou todo o público.
Novamente bastante aplaudidos, se despediram e deixaram o palco, que logo começou a ser desmontado, não dando nem a chance de pedir bis. São pontuais tanto para começar o show quanto com a duração, que fica entre 1h20 e 1h30.

Os fãs esperavam que Lost Stars fosse tocada, como aconteceu no show de São Paulo duas noites antes, mas essa ficou de fora do repertório.

Foi um show bom, realmente só com sucessos da banda, que toca muito bem. O único ponto negativo, na minha opinião, foi a falta de interação com o público entre as músicas.

Diferente do que especularam sobre uma venda fracassada de ingressos, quando os da arquibancada entraram em promoção, o local estava bem cheio e somente a arquibancada não estava lotada. O preço dos ingressos variou de R$ 140 (arquibancada meia) a R$ 660 (pista premium inteira), e o consumo lá dentro estava no preço padrão para shows internacionais.

Por Lari Carrião